quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

LAPINHAS VIVAS

A influência ancestral dos três principais mundos formadores da alma brasileira permanece pulsante na vida do sertanejo simples, cuja religiosidade se manifesta à flor de seus atos e ditos. E é na efervescência dessa estética universal que nascem e se fortalecem as tradições culturais populares; em nosso caso, resultantes do caldeamento cultural havido entre os indígenas donos da terra, os brancos ibéricos invasores e os negros de várias nações para cá trazidos como escravos.

Lapinha Mãe Celina (Crato-CE)


A Lapinha assume, neste contexto, uma espécie de demonstração da prevalência do cristianismo sobre as crenças e religiões dos outros povos. Entretanto não escapa à aculturação decorrente dessa convivência, sabida por nós nada pacífica ou cordial. J. de Figueiredo Filho, em seu O Folclore no Cariri (1960: p. 32) nos afirma que à Lapinha, “de procedência lusitana, foi acrescentada muita cousa de fonte indígena ou africana, como os caboclos, a canção da formosa tapuia, ou temas inteiramente abrasileirados.” Na mesma obra (pp. 33-39), ilustra seu caráter multicultural verificando a presença do anjo, índios, do sol, da lua, baianas, beija-flor, pastores, vaqueiros... além dos três Reis Magos.

É a Lapinha Viva, pois, a reconstituição dramática popular da visita dos três Reis Magos ao recém-nascido Jesus, com o fim de lhe ofertarem presentes. Sua significação transita da representação quase que ainda medieval, com pessoas interpretando santos, bichos e coisas da natureza como simples e profunda louvação ao Deus-Menino, até a complexa peça de antropologia cultural que traz em si grande parte da história da humanidade. Lá estão não somente símbolos de culto cristão, católico, mas fortes traços que nos remetem aos primitivos tempos em que o homem vivia em diálogo e harmonia com a natureza, assim como elementos que podem “contar” os processos de formação cultural e social da nação brasileira, sem descuidar de nos remeter aos povos ancestrais de antes do encontro em nossas terras.

Hoje, no Cariri, as nossas Lapinhas Vivas apresentam praticamente as mesmas características dramáticas de outrora, sendo acrescidas quase sempre da louvação de um grupo de Reisado, que também representa a peregrinação dos Reis Magos a Belém, pertencendo ambos ao ciclo natalino, e, às vezes, de uma Banda Cabaçal. Quando se juntam os três folguedos, multiplicam-se a beleza estética, o brilho dramático, o riso brincante, o alcance histórico.

O fortalecimento e a difusão do folclore e das manifestações tradicionais populares, a exemplo das Lapinhas, devem servir principalmente à causa do (re)descobrimento de nossa identidade cultural, pois que oferecem uma farta leitura do mundo em variadas dimensões e diferentes tempos. É a história se doando generosamente à elaboração de um novo pensamento, que dê vazão a sinceras atitudes libertárias, que restabeleça o espírito e a festa da dignidade humana, da democracia, do respeito à natureza, da felicidade, do amor.

Cacá Araújo
Professor, dramaturgo e folclorista
Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Copiando tudo e pirateando sempre

Por Alexandre Lucas*

O direito a liberdade, a diversidade e ao conhecimento da produção cultural e cientifica da humanidade é furtado pela lógica do mercado capitalista. Um punhado de empresários que formam a grande industrial cultural monopolizam os gostos, os hábitos e impõem a ideologia dominante, como ferramenta para desarmar as camadas populares de uma concepção ampla e critica da realidade. O Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos é negligenciado a todo vapor, ou será que gozamos do artigo que diz “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Uma cultura feita em laboratório e produzida em escala maciça sinaliza para o que Karl Marx apontava “A produção cria o consumidor...A produção produz não só um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto” é neste contexto que é determinado os bens de consumo da alma, como afirma Edgar Morin ao referir-se a industria cultural “A produção cultural é determinada pelo próprio mercado”.

A grande barreira é de ordem econômica. O segmento da indústria cultural, que inclui o mercado editorial, musical, audiovisual, os veículos de comunicação, dentre outros são beneficiado com impostos diferenciados, ou seja, impostos menores, comparadas a outros segmentos da economia. Entretanto, o grande público, não é beneficiado com essa diferenciação, ficando a mercê desta perversa façanha burguesa, tendo em vista que os diversos aparatos jurídicos e a visão mercantilista são avessos a acessibilidade e a democratização da produção cientifica e cultural como componentes para emancipação humana.

O acesso aos bens culturais, ainda continua sendo um grande privilégio para poucos. As camadas populares não tem acesso as salas de cinema, ao livro, ao CD, ao DVD, a internet, a pluralidade e diversidade das linguagens artísticas, as descobertas e aos benefícios da ciência e da tecnologia, pois o acesso é escasso e caro. Vale destacar que existem de fato diversas conexões que sustentam essa exclusão, dentre elas, a legislação do direito autoral, a de concessão para funcionamento das Rádios e TV, a lei que dispõe sobre patentes e o financiamento público para uso privado, a exemplo dos recursos destinados as universidades para pesquisa cientifica e que posteriormente beneficia os grupelhos de empresários ou os recursos públicos que são destinados a produção cinematográfica, que após os filmes prontos, a sua circulação ocorre nas arquibancadas dos Shoppings Centers da vida capitalista.

Por outro lado cria-se o dissenso popular e a alternativa contra o mercado e a favor da democratização da produção cultural e cientifica, notoriamente multiplicam-se as formas de possibilitar que o livro possa ser barateado, através da fotocópia, que a música e o cinema possa ser adquirido por valores acessíveis em qualquer calçada e a internet tornou-se a grande hospedeira de baixo custo que disponibiliza instantaneamente um vasto e infinito acervo bibliográfico, cinematográfico, musical, pictórico, fotográfico, etc. A quem defenda que isso seja uma ilegalidade e criem obstáculos e mecanismos de repressão para impedir esses avanços. Esses são certamente os que estão do lado oposto da emancipação humana e concretamente afinados com os interesses homem/mulher mercadoria.

Concomitantemente, a defesa desta suposta ilegalidade devemos travar uma batalhar pela modificação da legislação atual para que aponte e que reconheça a produção cientifica e cultural como patrimônio da humanidade e que para ela esteja a serviço. É preciso subverter a infame mentalidade privada/capital, impondo uma luta contra a ilegalidade social que é legitimada pela lei mercadológica.

Se a lógica é outra, a nossa também tem que ser outra. Por isso na conjuntura atual só podemos concluir que copia e pirataria é difusão cultural.

*Coordenador do Coletivo Camaradas, pedagogo e artista/educador.

sábado, 19 de dezembro de 2009

"dia dos mortos" é premiado! por:Dadá Petrole

Bom, recebi isso aqui hoje e já vou passando meio mexido pra você.
Estou na Europa, mas nao deixo o meu Cariri, nem no último pau-de-arara...
Um grande abraço,
Dada

O vídeo chamado "DIA DOS MORTOS, do fotógrafo Dada Petrole", realizado na viagem de pau-de-arara (da cidade de Juazeiro-Ba até Juazeiro do Norte) na última romaria de finados, do Padre Cícero, foi premiado a nível nacional pelo "Festival do Minuto" do Estado de Sao Paulo.
O tema do festival era "Padre Cícero" e o seu vídeo foi um dos dois vencedores ( http://www.festivaldominuto.com.br ). Desde agora o vídeo encontra-se online também no youtube, ( http://www.youtube.com/watch?v=dk2XgQ1XhJo ).


"Dia dos Mortos" (PREMIADO NO FESTIVAL DO MINUTO) é um video que valoriza a informaçao da imagem e da dramatologia do silêncio e da luz . Ele encorpora a poesia e a emoçao da vida dos romeiros que se deslocam dos seus habitats para exaltar o que lhe é de valor na vida e assim lhes afastar da morte....Mas afinal, quem vive e o que significa a morte? Bom, esse vídeo nao explica esse contexto, ele apenas o aborda de uma forma sutil, sensível e dinâmica.

...Entre os dias 01 e 02 de novembro de 2009, entre as cidades de Juazeiro-Ba e Juazeiro do Norte, foram realizadas as gravaçoes do vídeo "Dia dos Mortos." O objetivo da captaçao dessas imagens foi de criar um arquivo documental videográfico durante a realizaçao do projeto fotográfico de Dada Petrole sobre a Romaria do Padre Cícero e o seu romeiro. O resultado desse trabalho é um livro de fotografias e textos sobre a romaria, mas devido as imagens videográficas falarem por si, foi elaborado esse trabalho exclusivo para o "Festival do Minuto", (http://www.festivaldominuto.com.br/templates/Player.aspx?contentId=11541) .....Por favor, um minuto de silêncio!

Casa Grande:17 anos!


Olá Amigos e Amigas!



Convidamos vocês para a renovação do Coração de Jesus em comemoração do 17º aniversário da Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, neste dia 19 de dezembro de 2009.



Sua presença vem ser nossa alegria!


Valesca Moura
88 3546-1333
88 99095379
www.fundacaocasagrande.org.br

Logo mais à noite, Chico César na "reffsa!"


Nascido no interior da Paraíba, aos dezesseis anos foi para João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba, ao mesmo tempo em que participava do grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda.

Pouco depois, aos 21, mudou-se para São Paulo. Trabalhando como jornalista e revisor de textos, aperfeiçoou-se em violão, multiplicou as composições e formou seu público. Sua carreira artística tem repercussão internacional. A maioria de suas canções são poesias de alto poder de encanto lingüístico.

Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha, e o sucesso o animou a deixar o jornalismo para dedicar-se somente à música. Formou a banda Cuscuz Clã e passou a apresentar-se na casa noturna paulistana Blen Blen Club. Já em 1995 lançou seu primeiro disco Aos Vivos. Em 2005 lançou seu primeiro livro Cantáteis, cantos elegíacos de amizade pela editora Garamond.

Toma posse na presidência da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope)em Maio de 2009.

Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 19 de dezembro, sábado

- ATIVIDADES INFANTIS - CRIANÇA E ARTE

14h Teatro Infantil: Animartistas. 50min.

14h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa

O objetivo é despertar o interesse das crianças pela internet, mediante a realização de atividades educativas e jogos. 240min.

15h30 Contação de Histórias: Uma História Puxa a Outra, com Bete Pacheco (Juazeiro do Norte-CE)

Contar histórias é uma arte antiga, passada de geração a geração. Ouvindo histórias, desenvolvemos o gosto pela leitura, ampliamos nosso vocabulário e educamos nossa atenção, estimulando nossa imaginação de forma bem divertida. 60min.

16h Teatro Infantil: Animartistas.

17h Sessão Curumim: T'Choupi. 70min.

- CINEMA - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE

15h História e Estética do Videoclipe. 180min.

- ESPECIAIS - CINEMA - ARTE RETIRANTE

19h As Aventuras de Azur e Asmar.

Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.

Local: Sítio Carrapato, Distrito do Lameiro, Jaraguáfilmes. Fone: 88 9619 1898 / 9619 1897

- MÚSICA - ROCK CORDEL

19h30 Banda Los The Os.

Formada em fins de 2006 no Cariri, a Los The Os busca valorizar as raízes e o estilo moderno do rock'n'roll e do blues. Desse vasto repertório de blues e rock'n'roll, a banda também tem um projeto paralelo no qual faz cover da maior banda de todos os tempos: The Beatles, intitulado LOS THE BEATLES. Neste show a banda vai celebrar os 40 anos de Abbey Road (26/09/1969), 12° álbum dos Beatles. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época e é considerado por muitos um dos melhores. 60min.

Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 18/12, sexta-feira

- 14h PROGRAMA DE RÁDIO: Cariri Encantado, com Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

Programa de Rádio semanal que destaca a cultural emblemática da região do Cariri Cearense. No programa de hoje, além da produção musical e literária da região, a presença do gerente do CC BNB Cariri, Lenin Falcão, que falará sobre o seu trabalho à frente deste importante equipamento cultural para o Cariri.

Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.

- ESPECIAIS - CURSO - ARTE RETIRANTE

15h A Bossa Nova, A Bossa Nossa. 240min.

Local: Campos Sales

- CINEMA - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE

15h História e Estética do Videoclipe. 80min.

- ATO COMPACTO

18h O Auto do Divino Nascimento, com a Cia. de Teatro Livre Mente (Juazeiro do Norte -CE)

O Auto do Divino Nascimento de José Mapurunga retrata o nascimento do menino Deus em um universo moderno e humanístico. Com os personagens vivendo engraçadas situações políticas a trama se desenvolve de forma cômica sem perder a seriedade o encantamento sutil inerente a todas as representações natalinas. A divertida montagem da Cia. Livre Mente,com direção de Jean Nogueira e música de Francisco de Freitas, faz um passeio pelas tradicionais lapinhas do Cariri. Classificação indicativa: Livre. 60min.

Local: Praça Padre Cícero


Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cabruêra no Crato, pelo:armazém do som


Á partir das 21:00hs, dessa sexta, 18 de dezembro, o Centro Cultural do Araripe será palco para a presentação da banda Cabruêra,é um grupo musical brasileiro, formado na Paraíba em 1998, e cuja principal característica é misturar influências do folclore nordestino com tendências da música popular contemporânea.

O primeiro CD foi gravado em 2000 e relançado em 2001 pela Nikita Music. Ainda em 2001, o grupo fez sua primeira excursão à Europa recebeu o Kikito de "Melhor trilha sonora" no Festival de Gramado, pelo curta-metragem "A Canga", de Marcus Villar. No final daquele ano os integrantes do grupo se mudaram para o Rio de Janeiro. Já realizaram dezenas de shows na Inglaterra, Alemanha, Portugal, Bélgica, França, República Tcheca e Holanda.

Segundo Bráulio Tavares, "Os cabras da Cabruêra chegam eletrificando cocos, envenenando cirandas, sampleando repentes e o que mais se apresentar. (...) Uns começaram regueiros, outros roqueiros, outros funkeiros, mas acabaram derivando para a sua própria mistura. (...) Seu show é uma mescla de forró com Pink Floyd, coco com Hermeto Paschoal, ciranda com Funk, maracatu com Frank Zappa, embolada com rock; trata-se de um verdadeiro caldeirão de ritmos e culturas musicais sem perder suas raízes."

Logo mais à noite terá reggae no Centro Cultural do Araripe

A banda Liberdade e Raiz criada na cidade do Crato no inicio de 2006, traz no show: Fóssil, Cabaça: Reggae Cariri, a mistura Cadenciada do Reggae Roots e Poesia Matuta, que resulta no seu estilo próprio, denominado “Reggae Cariri”.
Uma releitura da obra do Rei Bob Marley, juntamente com composições próprias, em uma busca incessante da compreensão da paz e da desmarginalização do Reggae e a desmistificação do “Nordeste”.
Nada mais agradável que se deliciar com o som que “quando bate a gente nunca sente dor”, ritmado as batidas das percussões cariris.

lembrando nosso rei, e uma das letras em que ele homenageia o Crato!

Eu vou pro Crato
Vou matar minha saudade
Ver minha morena
Reviver nossa amizade

Eu vou pro Crato
Tomar banho na nascente
Na subida do Lameiro
Tomo estrago de aguardente

Eu vou pro Crato
Comer arroz com pequi
Feijão com rapadura
Farinha do Cariri

Eu vou pro Crato
Vou matar minha saudade
Ver minha morena
Reviver nossa amizade

Eu vou pro Crato
Pois a coisa melhorou
A luz de Paulo Afonso
O Cariri valorizou

Eu vou pro Crato
Já não fico mais aqui
Cratinho de açucar
Coração do Cariri

Eu vou pro Crato
Vou matar minha saudade
Ver minha morena
Reviver nossa amizade

Eu vou pro Crato
Vou pra casa de seu Pedro
Seu Felício é velho macho
Tô com Pedro, tô sem medo

Eu vou pro Crato
Vou viver no Cariri
Cratinho de açucar
Tijolo de buriti

Luiz Gonzaga do Nasciment(Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o "rei do baião". É considerado mestre do cantor Dominguinhos.

Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.

Antes dos dezoito anos, ele se apaixonou por Nazarena, uma moça da região e, repelido pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, ameaçou-o de morte. Januário e Santana lhe deram uma surra por isso. Revoltado, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Em Juiz de Fora-MG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. Dele, recebeu importantes lições musicais.

Em 1939, deu baixa do Exército no Rio de Janeiro, decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar na zona do meretrício. No início da carreira, apenas solava acordeão (instrumentista), tendo choros, sambas, fox e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Até que, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe (A primeira música que gravou em 78 rpm; disco de 78 rotações por minuto), um tema de sabor regional, de sua autoria. Veio daí a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional.

Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.

Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia Guedes deu à luz um menino, no Rio. Luiz Gonzaga tinha um caso com a moça - iniciado provavelmente quando ela já estava grávida - e assumiu a paternidade do rebento, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Gonzaguinha foi criado pelos seus padrinhos, com a assistência financeira do artista.

Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que tinha se tornado sua secretária particular. O casal viveu junto até perto do fim da vida de "Lua". E com ela teve outro filho que Lua a Chamava de Rosinha.

Gonzaga sofria de osteoporose. Morreu vítima de parada cárdio-respiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte e posteriormente sepultado em seu município natal. Sua música mais famosa é Asa Branca

Aniversário de Janinha

No taberna do sabor, barzinho elegante e com boa música , localizado na André Cartaxo, pude ter o prazer de comemorar mais um ano de vida ao lado de amigos conhecidos dessa cidade, pela alma boêmia, pessoas que assim como eu sabem e gostam de apreciar a noite, a música, violão, canto, vinho, cerveja, poesia, vida!
Obrigada a todos! Amo vocês, amo nossa cidade!

Valdênia, proprietária do Taberna

Neném do guanabara, figura histórica do Cariri






Amanhã é dia de programa Cariri Encantado


Amanhã, sexta-feira, é dia de programa Cariri Encantado. O entrevistado será o gerente do Centro Cultural BNB Cariri, Lenin Falcão, que falará do seu trabalho à frente deste importante equipamento cultural da região.

No repertório musical, rolarão as seguintes canções:
- Rola Coco (José Luiz Penna/Tiago Araripe), com Papa Poluição;
- Só no Crato (Célia Dias e Xico Sá), com Célia Dias;
- O tempo quer correr (Calazans Callou e Geovania Freitas), com Calazans Callou;
- Crato Querido, com a Família Linard;
- Canto Cariri (Alemberg Quindins), com João Carlos;
- Nega do Brejo (Samuel de Abreu e Joilson Kariri), com Cláudia Valle;
- No Apogeu do Sol (Abidoral Jamacaru e Xico Chaves), com Abidoral Jamacaru.

Na parte lietrária, serão veiculadas a poesia "Outras visões", de Antonio Sávio, e a crônica "Houve um Natal", de Emerson Monteiro.

O Programa Cariri acontece todas as sextas-feiras das 14 às 15 horas na Rádio Educadora do Cariri AM 1.020. Transmissão pela internet no endereço cratinho. blogspot.com. Apoio do Centro Cultural BNB Cariri. Apresentação de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

Se ligue!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

CRÔNICA: O HOMEM QUE VIRAVA LOBISOMEM

Ele existiu sim. Esse eu conhecí. Foi em meados de 1961 ou 1962, me foge a memória quando fui morar no bairro Pimenta, em Crato. Alí eu o ví pela primeira vez. Ele era um sujeito alto. Aliás, muito alto. Tinha lá seus metro e noventa. Caminhar lento e passos largos. Um típico modelo “etíope”. Tinha a pele enegrecida mais pelo sol que pela cor. Ele era um mulato escuro. Pouca barba e cavanhaque grisalho meio comprido e pontiagudo descendo queixo abaixo. Seus olhos eram caídos, meio mortos, avermelhados e um pouco escondidos pela aba de um chapéu de palha, de abas longas. Ele “tangia” porcos a caminho do matadouro do Crato toda sexta-feira pela manhã, por volta das sete horas. Era essa a hora em que eu saía para a escola. Talvez pela sua ocupação chamavam-no Miguel dos Porcos. Era esse o seu nome. O homem que virava lobisomem.

Quando o ví pela primeira vez, ele me pareceu uma pessoa boa, pacata, calma. Tinha uma voz grossa e rouca, falava lento e sempre me dava um sonooooro, rouco e leeeeento “Bom diiia meniiino”... Na realidade Eu o tinha como um “bom velhinho”.

Até que um dia presenciei uma conversa de algumas pessoas mais velhas.
-Ouví falar que o Miguel dos Porcos vira lobisomem. Será verdade essa história?
-Eu acho que é. Porque eu também já ouví essa mesma história. E dizem que é sempre nos dias de sexta-feira à meia noite. Ele desaparece. E quando ele desaparece... depois da meia noite sempre aparece um lobisomem atormentando as pessoas e correndo atrás dos cachorros.

Meu Deus do céu. Aquilo soou como uma bomba nos meus ouvidos. Eu não queria ter escutado. Não podia acreditar. Como pode um homem tão calmo virar bicho? Se transformar num lobisomem? Como pode acontecer?? Por que acontece isso?? E será que ele mata crianças??

A partir daquele dia o medo tomou conta de mim. Sempre que seguia o meu caminho em busca da escola nos dias de sexta-feira, eu evitava o caminho, ou o encontro com o homem que virava lobisomem. Passei a ter pesadelos terríveis.

Contei a todos os meus amigos, que também passaram a ter medo de Miguel dos Porcos. Surgiram estórias e estórias e estórias de lobisomem, de crianças que foram engolidas vivas por um bicho, de papa-figo, de caipora, etc, etc. Foi o fim dos tempos. Nunca mais tivemos paz. Miguel dos Porcos por muito tempo permeou o universo dos nossos medos e pesadelos.

Aí veio o tempo e essa estória foi caindo no esquecimento dos que ficam adultos. Estórias de quando éramos crianças. No entanto, por curiosidade, um dia eu, conversando com um ex-magarefe, chefe de compras e responsável pela entrada de animais no antigo matadouro do Crato, tocamos em alguns nomes de antigos comerciantes de animais. Entre eles, lá estava Miguel dos Porcos.

Foi aí que me explicaram o motivo da fama de lobisomem. O Miguel dos Porcos era uma pessoa que vivia só. Não tinha família. Pelo menos que se saiba. Não tinha pai, irmãos, filhos, não tinha ninguém. Na sexta-feira, depois de negociados os porcos, o dinheiro arrecadado por Miguel tinha um único caminho: A bodega(pequena mercearia) que ficava em frente ao matadouro. Alí, todo o seu dinheiro era trocado por cachaça. Miguel bebia até o cair da noite.

O prédio do matadouro ficava fora da cidade. Entre o bairro do Pimenta(ultimo bairro) e o matadouro, se passava por um trecho de mato. Assim é que, no seu caminho de volta, já completamente “trêbado”, batia a velha rebordosa da solidão em que vivia.

Miguel dos Porcos começava então a chorar. E chorava alto. Choro leeeento, groooosooo, roooucoo, semelhante a uuurrrooo. Quase aos gritos, tomava então o rumo do mato. Fugia para que as pessoas não o vissem chorando suas mágoas, sua solidão talvez. Nessa hora, os transeuntes que ouviam aqueles lentos e roucos gemidos concluíam:
-Parece até que ele tá virando bicho...

O boca a boca se encarregou do resto. Falavam de um homem, negro, alto e feio, que nas noites de sexta-feira uivava dentro do mato. Principalmente em noites de lua cheia. Até chegarem à conclusão de que Miguel dos Porcos virava bicho, virava lobisomem na sexta-feira à noite foi um nada de tempo. Mas ele existiu sim. Eu o conheci.

WILTON DEDÊ

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

amigos são como música

"Você já percebeu? Eles entram na vida da gente e deixam sinais. Como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os ataques de guitarras e metais Presentes em cada clarão da manhã. Olhe a pessoa que está do seu lado E você vai descobrir , olhando fundo , Que há uma melodia brilhando no disco do olhar. Procure escutar... Amigos foram compostos para serem ouvidos , sentidos , compreendidos E interpretados. Para tocarem nossas vidas Com a mesma força do instante em que foram criadas, Para tocarem suas próprias vidas , E de poderem alçar todos os vôos , De poderem vibrar com todas as notas,De poderem cumprir , afinal , Todos os sentidos que a elas foi dado pelo Compositor. Amigos são como você , com quem tenho o prazer de conviver. Amigos são músicas , como você que tenho o prazer de ouvir. Amigos tem que fazer o sucesso que lhes desejamos. Mesmo que não estejam nas paradas. Mesmo que não toquem no rádio.
POR MÔNICA ARARIPE

primeira dama do Crato

primeira dama do Crato
Essa pessoa meiga,sensível,doce, tem feito um excelente trabalho social, parabéns Mônica!

CRATINHO DE AÇUCAR!

CRATINHO DE AÇUCAR!
ampliem a foto e acessem o blog do crato, com slides e tudo sobre essa cidade charmosa!

Cego Aderaldo

Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo, nasceu no dia 24 de junho de 1878 na cidade do Crato — CE. Logo após seu nascimento mudou-se para Quixadá, no mesmo estado. Aos cinco anos começou a trabalhar, pois seu pai adoeceu e não conseguia sustentar a família. Tomou conta dos pais sozinho. Quinze dias depois que seu pai morreu (25 de março de 1896), quando tinha 18 anos e trabalhava como maquinista na Estrada de Ferro de Baturité, sua visão se foi depois de uma forte dor nos olhos. Pobre, cego e com poucos a quem recorrer, teve um sonho em verso certa vez, ocasião em que descobriu seu dom para cantar e improvisar. Ganhou uma viola a qual aprendeu a tocar. Mais tarde começou a tocar rabeca. Algum tempo depois, quando tudo parecia estar voltando à estabilidade, sua mãe morre. Sozinho começou a andar pelo sertão cantando e recebendo por isso. Percorreu todo o Ceará, partes do Piauí e Pernambuco. Com o tempo sua fama foi aumentando. Em 1914 se deu a famosa peleja com Zé Pretinho (maior cantador do Piauí). Depois disso voltou para Quixadá mas, com a seca de 1915, resolveu tentar a vida no Pará. Voltou para Quixadá por volta de 1920 e só saiu dali em 1923, quando resolveu conhecer o Padre Cícero. Rumou para Juazeiro onde o próprio Padre Cícero veio receber o trovador que já tinha fama. Algum tempo depois foi a vez de cantar para Lampião, que satisfez seu pedido — feito em versos — de ter um revólver do cangaceiro.

Tentando mudar o estilo de vida de cantador, em 1931, comprou um gramofone e alguns discos que usava para divertir o povo do sertão apresentando aquilo que ainda era novidade mesmo na capital. Conseguiu o que queria, mas o povo ainda o queria escutar. Logo depois, em 1933, teve a idéia de apresentar vídeos. Que também deu certo, mas não o realizava tanto. Resolveu se estabelecer em Fortaleza em 1942, onde veio a abrir uma bodega na Rua da Bomba, No. 2. Infelizmente o seu traquejo de trovador não servia para o comércio e depois de algum tempo fechou a bodega com um prejuízo considerável.

Desde 1945, então com 67 anos, Cego Aderaldo parou de aceitar desafios. Mas também, já tinha rodado o sertão inúmeras vezes, conseguira ser reconhecido em todo lugar, cantara pra muitas pessoas, inclusive muitas importantes, tivera pelejas com os maiores cantadores. E, na medida em que a serenidade, que só o tempo trás ao homem, começou a dificultar as disputas de peleja, ele resolveu passar a cantar apenas para entreter a alma. Cego Aderaldo nunca se casou e diz nunca ter tido vontade, mas costumava ter uma vida de chefe de família pois criou 24 meninos.


Texto extraído do livro "Eu sou o Cego Aderaldo", prefácio de Rachel de Queiroz, Maltese Editora — São Paulo, 1994.


Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte
SEU LUNGA é um personagem folclórico nordestino, famoso pela sua ignorância quando fazem perguntas estúpidas. Seu Lunga estava na sua casa com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta: -No copo Seu Lunga? E seu Lunga responde - Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga!!!

Barbalha

penitentes de Barbalha

penitentes de Barbalha
Grupo que ainda se utiliza de práticas medievais como a autoflagelação.

Santana do cariri

Santana do cariri
Homenagem ao Poeta Maranhão Geraldo Moreira de Lacerda, O Poeta Maranhão, nasceu no Sítio Olho D'Água de Santa Bárbara em Nova Olinda-CE. Como Nova Olinda no tempo era distrito de Santana do Cariri, ele não se inibia em dizer que era um santanense de Nova Olinda. Poeta nato, teve o privilégio de passar a maior parte de sua vida em contato com a natureza e com o homem do campo onde busca inspiração e conhecimentos para escrever suas poesias, que são principalmente relacionadas aos problemas sociais. No entanto, o poeta não dispensou o humor erótico tão bem representado em a Farra na Beira Mar e A fruta que Adão Comeu e de marcos históricos como a Comédia da Maldição e o Régulo do Desterro. Foi membro fundador da academia dos cordelistas do Crato ao lado de Elói Teles, Luciano Carneiro, Willian Brito, entre outros. Publicou além de inúmeros cordéis, Coisas do Sertão, O Sertão e suas coisas e O Poeta e o Sertão. Acróstico Homenagem da Academia dos Cordelistas do Crato: Poeta de pele grossa A voz do homem da roça Teu canto é uma coisa nossa, altivo na inspiração. teu canto é meu sentimento, Inspirado em sofrimento, Vens cantando o meu lamento, A dor do meu coração. Poeta Maranhão Homenagem de Josenir Lacerda: Com a ida de Maranhão ficou triste a poesia perdeu a mata e o sertão quem tanto lhes defendia A passarada canora saudou a sentida hora com tristonha melodia.

poeta Maranhão

poeta  Maranhão

PATATIVA DO ASSARÉ

Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, nasceu numa pequena propriedade rural de seus pais em Serra de Santana, município de Assaré, no sul do Ceará, em 05-03-1909. Filho mais velho entre os cinco irmãos, começou a vida trabalhando na enxada. O fato de ter passado somente seis meses na escola não impediu que sua veia poética florescesse e o transformasse em um inspirado cantor de sua região, de sua vida e da vida de sua gente. Em reconhecimento a seu trabalho, que é admirado internacionalmente, foi agraciado, no Brasil, com o título de doutor "honoris causa" por universidades locais. Casou-se com D. Belinha, e foi pai de nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956. Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Sua memória está preservada no centro da cidade de Assaré, num sobradão do século XIX que abriga o Memorial Patativa do Assaré. Em seu livro Cante lá que eu canto cá, Patativa afirma que o sertão enfrenta a fome, a dor e a miséria, e que "para ser poeta de vera é preciso ter sofrimento".

O poeta faleceu no dia 08/07/2002, aos 93 anos.


O texto acima foi extraído do livro "Ispinho e Fulô", editado pela Universidade Estadual do Ceará/Prefeitura Municipal de Assaré - 2001, pág. 264.

Leia o texto. Compre o livro.

MEMORIAL PATATIVA DO ASSARÉ

MEMORIAL PATATIVA DO ASSARÉ

SAUDADE PATATIVA DO ASSARÉ

Saudade dentro do peito
É qual fogo de monturo
Por fora tudo perfeito,
Por dentro fazendo furo.

Há dor que mata a pessoa
Sem dó e sem piedade,
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.

Saudade é um aperreio
Pra quem na vida gozou,
É um grande saco cheio
Daquilo que já passou.

Saudade é canto magoado
No coração de quem sente
É como a voz do passado
Ecoando no presente.

A saudade é jardineira
Que planta em peito qualquer
Quando ela planta cegueira
No coração da mulher,
Fica tal qual a frieira
Quanto mais coça mais quer.

fundação casa grande

fundação casa grande

Mestre Expedito Seleiro: a memória da história do couro na originalidade das vestimentas

Mestre Expedito Seleiro: a memória da história do couro na originalidade das vestimentas
foto Allan Bastos

Jackson Bantim

Jackson Bantim

Cinema no Cariri

Cinema no Cariri

Cinema no Cariri

Baseado em causos populares o filme “As Sete Almas Santas Vaqueiras” de Jackson Bantim resgata a lenda de um sertanejo que mantinha uma vida desregrada e que a partir de uma tragédia familiar tem a sua história transformada, num misto de magia e de manifestações da cultura do povo.
A produção do Filme teve início em outubro do ano e as filmagens externas foram produzidas no Distrito de Santa Fé, na cidade do Crato e contou com uma produção genuinamente caririense e contou com uma produção genuinamente do Cariri, desde o elenco aos técnicos.
Para o dramaturgo Cacá Araújo, que tem participação no elenco do filme, um dos destaques é o resgate de um causo popular desconhecido do grande público e o envolvimento de artistas, produtores e técnicos da região. Ele ressalta que essa participação demonstra a capacidade produtiva na área artística e cultural do Cariri.
O filme também apresenta uma das ultimas imagens audiovisuais do poeta, artesão, folclorista e músico, o Mestre Correinha que faleceu em dezembro de 2008. O grupo de Coco da Mulheres da Batateira da Mestre Edite Dias e a Lapinha da Mestra Zulene Galdino fazem parte da estética cinematográfica do cineasta Bantim.
Exibição dia 17 de Maio de 2009, as 19h no Cine Teatro Municipal Salviano Saraiva, Patrócinio: Prefeitura Municipal Crato, Secretária de Cultura do Crato e Universidade Regional do Cariri/URCA.
O filme é resultado de um esforço pessoal em parceria com artistas, produtores e técnicos do audiovisual e o incentivo da Secretária de Cultura do Crato e da Universidade Regional do Cariri/URCA. O filme tem a co-produção do grupo de pesquisa IMAGO/URCA.

ELOMAR FIGUEIRA MELO

Composição: Elomar

Vou cantar num canto de primeiro
As coisas lá da minha mudernagem
Que me fizeram errante violeiro
Eu falo sério e não é vadiagem
É pra você que agora está me ouvindo
Eu juro inté pelo santo menino
Virgem Maria que ouve o que eu digo
Se for mentira que me mande um castigo

Ia pois pro cantador e violeiro
Só há três coisas nesse mundo vão
Amor, forria, viola, nunca dinheiro
Viola, forria, amor, dinheiro não

Cantador de trovas e martelos
De gabinetes, ligeira e mourão
Ai cantador corri o mundo inteiro
Já inté cantei nas portas de um castelo
De um rei que se chamava de João
Pode acreditar meu companheiro
A dispois de eu ter cantado o dia inteiro
O rei me disse fica
Eu disse não

Se eu tivesse de viver obrigado
Um dia e antes desse dia eu morro
Deus fez os homens e os bichos tudo forro
Já havia escrito no livro sagrado
Que a vida nessa terra é uma passagem
Cada um leva um fardo pesado
É o ensinamento que desde a mudernagem
Eu trago dentro do coração guardado

Tive muita dor de não ter nada
Pensando que nesse mundo é tudo ter
Mas só depois de penar pelas estradas
Beleza na pobresa é que fui ver
Fui ver na procissão louvado seja
Mal assombro das casas abandonadas
Coro de cego nas portas das igrejas
E o ermo da solidão nas estradas

Pispiando tudo do começo
Eu vou mostrar como se faz um pachola
Que enforca o pescoço da viola
E revira toda moda pelo avesso
Sem reparar sequer se é noite e dia
Vai hoje cantando o bem da forria
Sem um tostão na cuia o cantador
Canta até morrer o bem do amor

arte tá na veia do nosso povo, ta na tinta, na voz, no barro!



MF-01138 - Máscaras

OB-00434 - Máscara
Autor: Maria José Cândido (artesã)
Descrição física:

Máscara modelada em barro

Dimensões:24cm (altura) x 19,5 (largura)
Local de produção:Juazeiro do Norte, Ceará, Nordeste

arte



MF-01141 - Forró

OB-00436 - Forró
Autor: José Celestino (artesão)
Descrição física:Escultura em madeira (imburana)

mais artesanato



MF-01139 - Elefante

OB-00435 - Elefante
Autor: João Cosmo Félix (artesão)
Descrição física:

Escultura de elefante em madeira

Dimensões:40cm x 40cm
Local de produção:Juazeiro do Norte, Ceará, Nordeste

artesanato



MF-01136 - Pedintes

OB-00432 - Pedintes
Autor: Cícera Maria de Araújo (artesã)
Descrição física:

Conjunto de cinco peças modeladas em barro

Dimensões:Variáveis de 13,4cm a 16cm (altura) sobre bases de, aproximadamente, 5cm (largura) x 6,5 (compriment
Local de produção:Juazeiro do Norte, Ceará, Nordeste
Comercialização:"Dona Ciça do Barro Cru costuma vender na feira do Crato, onde já é conhecida e procurada pelos turistas. Para estes, cjuas preferências a artista conhece, são confeccionados colares e pulseiras de barro, além das peças figurativas tradicionais apreciadas também pela populaçãolocal que, no entanto, nem sempre pode adquirí-las. São reisados, lapinhas, casais de noivos, ladrões de galinha, lavradores, gestantes, etc.. Alguns dos seus bichos de barro são cobertos com penas naturais"

Camisas personalizadas pra que tem paixão pelo Crato

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CHÁ DE FLOR MULTICOISAS

CHÁ DE FLOR MULTICOISAS

CHÁ DE FLOR

O Chá de Flor foi “multiespaço” e agora é “multicoisas”.
Explicamos: em 2008 fomos restaurante, bar, música, loja de roupas e etc...enfim um “multiespaço” no centro histórico de Ouro Preto em Minas Gerais.
O vento soprou forte e em 2009 nos trouxe para o Crato – CE e agora somos o Chá de Flor “multicoisas”. Criamos e confeccionamos pequenos objetos priorizando o design consciente, utilizando técnicas como a reutilização de resíduos descartados pela indústria.

Aceitamos encomendas e enviamos para todo o Brasil e outros países.

Entre em contato também pelo email: chadeflor@gmail.com

cachaças regionais, xá de flor,cambuí, genipapada, produzidas por Samuel

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