domingo, 15 de novembro de 2009

Hoje na Mostra Sesc:15/11/2009


TEATRO MUNICIPAL CRATO
9h-Maria Eugênia
Cia do gesto
20h-Doralinas e Marias
Cia de teatro engenharia

RFFSA-CENTRO CULTURAL DO ARARIPE

17h-REPRISE
La mínima SP
18hBreculê
Crato Tênis Clube: Banquete Dionisíaco
Cascabulho (PE)
Brincando de coisa séria
1h-Herdeiros do rei(CE)
Todo dia é dia de S. João

sábado, 14 de novembro de 2009

Mostra Sesc hoje!

RFFSA
14
17h - O Hipnotizador de Jacarés
18h - Curva de Vento Circo Girassol
Rivotrill Porto Alegre - RS Recife - PE

CRATO TÊNIS CLUBE – BANQUETE DIONISÍACO
14 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Dez Anos Itiberê Orquestra Família
Del Rey Itiberê Orquestra Família
Del Rey Rio de Janeiro - RJ
Recife – PE

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Expresso Mundo está chegando


Começa hoje a 11ª Mostra SESC Cariri de Cultura. E hoje também estou abrindo o bar-café "Expresso Mundo", na antiga estação ferroviária do Crato (RFFSA). Um local de alegria, abraços, beijos, paquera, emoções, bate-papo, boa música, encontros, leitura, cultura, despedidas, amizades, amores, e de muitas emoções.
Entre nesse expresso e viva mundos diferentes.
Expresso Mundo, onde todo mundo se expressa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Caetano Veloso declarou ao jornal Estado de São Paulo que Lula "não sabe falar, é cafona e grosseiro"


Numa evidência de que boa escola não assegura elegância, Caetano esbofeteou os milhões de brasileiros apartados do banco da escola pela privação.
Mas Caetano não perderia nada se desperdiçasse um naco de seu tempo ouvindo Caetano. Recomenda-se "Calúnia":



“Quiseste ofuscar minha fama
E até jogar-me na lama
Só porque eu vivo a brilhar
Sim, mostraste ser invejoso
Viraste até mentiroso
Só para caluniar
Deixe a calúnia de lado
Se de fato és poeta
Deixe a calúnia de lado
Que ela a mim não afeta
Se me ofendes, tu serás ofendido
Pois quem com ferro fere
Com ferro será ferido
Quiseste ofuscar minha fama
E até jogar-me na lama
Só porque vivo a brilhar

Lula faz política culta e com arte
Portal Vermelho, José Celso Martinez Corrêa, em 10/11/2009

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca.

Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.

Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.

Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a “res pública”. Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.

Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?

Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.

Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.

Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. “Amor Ordem e Progresso.” O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.

Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa “estasia”, Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!

Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

“Vício na fala
Pra dizerem milho dizem mio
Pra melhor, dizem mió
Para telha, dizem teia
Para telhado, dizem teiado
E vão fazendo telhado”

Desafio de reviver o mestre - Luiz Gonzaga Matéria publicada no Jornal do Comercio em 10.11.09



Após vasta pesquisa, o diretor Breno Silveira fecha o roteiro do filme que vai se chamar Gonzaga: de pai para filho

Luís Fernando Moura
lmoura@jc.com.br

Com o longa 2 filhos de Francisco, o cineasta Breno Silveira conquistou uma bilheteria de quase cinco milhões de espectadores, a maior do ano de 2005. Apesar do sucesso, tinha desistido de filmar histórias de personagens reais e perdeu o interesse pela maior parte delas. Carregam uma verossimilhança incabível. “Não gosto muito de cinebiografias em primeira pessoa. Uma ficção não pode ser uma colagem de fatos históricos, isto é um documentário. O cinema precisa de uma trama, de alegrias e tristezas”, afirma.

Luiz Gonzaga fez Silveira voltar atrás na primeira decisão. Em busca do relato de vida de Gonzagão, o cineasta resolveu dar outra chance ao registro biográfico. Para tal feito, iniciou uma pesquisa aprofundada para desvelar os pequenos acontecimentos da trajetória do personagem. Há dois anos, Silveira realiza uma garimpagem que visita livros, familiares, amigos, lugares, personagens aqui e acolá, e confessa: a imensidão de informações - e também o confinamento delas - protelou o fim da busca por todo este tempo.

“Gonzagão é muito maior do que eu imaginava. Achei que, no começo, iria ser um filme fácil de levantar, mas o roteiro continuava sem força dramática. Era muito complicado entrar em contato com os parentes e, cada vez que eu descobria algo novo, me sentia intimidado pelo tamanho de Gonzaga. Finalmente acho que o roteiro chegou num tamanho bacana”, afirma o cineasta. Após esboços de nomes e boatos que, diz, vieram sabe-se lá de onde, a produção tem título definido. Vai se chamar Gonzaga: de pai para filho.

A proposta de Silveira busca a expressão das afetividades familiares, tal qual o fio que conduz a trama de 2 filhos de francisco. Enquanto, neste caso, o pai dos biografados era elo emocional e protagonista eleito, aqui é Gonzaguinha, o filho, que toma as rédeas do olhar sobre o pai. A figura de Gonzaguinha deve catalizar os eventos que norteiam a trama e servir de elo de cumplicidade entre espectador e a história contada.

“Cada história pode ser contada por diversos interlocutores. A principal, e maior, seria a contada pelo próprio Luiz Gonzaga. Mas sei que é impossível esgotar a história de qualquer pessoa, especialmente de Gonzagão, então não quero a pretensão deste relato”, diz o cineasta. “Escolhi o filho pois, assim, temos liberdade poética, e podemos explorar o drama entre o pai que não aceitou bem o filho”, continua.

O filme veio por encomenda ocasional de uma fita K-7. Silveira deu o play e ouviu uma gravação em que, nas suas palavras, Gonzaguinha revelava: “Não conheci meu pai direito e amanhã é o enterro dele”. O arroubo fez o cineasta perceber que o que tinha em mãos se tratava de um “drama muito forte entre duas pessoas muito importantes para o Brasil. Um deles tinha mudado completamente o destino da nossa música”.

A previsão é de que as filmagens sejam realizadas no ano que vem, a fim de que em 2011 o filme seja lançado. O desafio atual, segundo Silveira, é definir as locações e fechar o elenco. “Devo fazer teste de locações no Recife, a partir de julho ou agosto, mas vou demorar a achar um ator que tenha o carisma de Gonzagão, ou mesmo o rosto parecido”, diz. Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo também devem receber as filmagens, que passam pelo município de Exu, onde nasceu Luiz Gonzaga. O orçamento não está fechado, mas o roteiro recebeu prêmio do BNDES. A Columbia Pictures tem participação no projeto.

Apesar de ter nascido em Brasília, Silveira tem ascendência pernambucana. Costumava passar as férias no sítio do avô, em Carpina. “Meu avô também se chama Breno e me levava para a feira de Caruaru, onde eu conheci a obra de Gonzaga. Eles tinham sido amigos. Às vezes, acho que estou percorrendo algo que me marcou na infância”.

Link: http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/11/10/not_354227.php

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

‘Como ter cultura se 90% das cidades não têm um cinema?’ Jornal da Tarde-SP

CRUZADA - Juca Ferreira; o homem da Cultura de Lula fala que é possível diminuir a vala que separa museus, teatros e cinemas da maioria da população. E diz que a imprensa é pessimista demais

Júlio Maria, ulio.maria@grupoestado.com.br

Um ano e dois meses antes do fim da era Lula, o ministro da Cultura Juca Ferreira, 60 anos, repete a frase quando vê o brasileiro ao lado de povos ditos ‘mais cultos’. “Nós não somos feitos de um barro diferente.” Suas convicções e projetos, como o polêmico Vale Cultura, que oferece R$ 50 por mês a trabalhadores de baixa renda para serem gastos em cultura, prestes a entrar em vigor, e a reforma da não menos ruidosa Lei Rouanet, têm como ponto de partida uma visão curiosa. Ao JT de seu gabinete, por telefone, na última quarta-feira, o ministro reconhece que as coisas não estão bem, mas diz ver caminhos para que a cultura do brasileiro faça jus às pretensões de uma nação que se anuncia, ao menos em Brasília, como ‘o país do futuro’.

Um vale mensal de R$ 50 não é pouco para um trabalhador ir ao teatro, ao cinema e a shows em uma cidade como São Paulo?

Quando a gente não tem nada e passa a ter alguma coisa, isso já é um avanço. Eu concordo que é pouco, o presidente Lula concorda também. Ele me disse duas vezes que acha R$ 50 pouco, que poderia ser entre R$ 80 e R$ 100. Já perguntei a ele: ‘posso dizer isso, presidente?’. E ele respondeu: ‘tudo o que eu disser você pode dizer’. Agora, a maioria da população brasileira gasta entre R$ 30 e R$ 40 por mês com cultura. E a isso será acrescentado mais R$ 50. É pouco, mas não é desprezível.

Há uma exposição gratuita aqui em São Paulo, na Faap, dos artistas Os Gêmeos, reconhecida pela crítica como um acontecimento cultural no ano. É de graça, mas não vemos pessoas de bairros mais pobres por lá. E a cultura, mesmo gratuita, acaba circulando entre os mesmos que podem pagar por ela. Será que dinheiro resolve a questão?

Menos de 10% dos brasileiros entrou em um museu na vida, 13% vão uma vez por mês ao cinema e só 17% compram livros. E aí você vê que 92% dos municípios brasileiros não têm sequer uma sala de cinema ou de teatro. A gente tem de fazer uma política cultural que permita a abertura de cinemas, a diminuição do preço dos ingressos, o estímulo ao teatro. É um processo aí que, em um prazo de uns dez anos, poderá mostrar uma realidade diferente.

Dez anos?

Já há reflexos, algumas mudanças já começaram, mas olha só um exemplo sobre o que você falava: há cinco meses eu passei de carro pela Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, e olhei uma fila que ia da Cinelândia até a Praça Mauá. Disse no carro: ‘isso deve ser fila do INSS’. E a pessoa que ia ao meu lado disse: ‘não, é que hoje a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal cobra R$1 pela entrada no concerto’. Então, a gente não pode ser pessimista. Sobre a Faap, minha filha estuda lá, eu sei que é um ambiente elitizado, talvez a escola mais cara do Brasil. Então, certamente isso já é um fator de inibição, ela tende a ter um público coerente com essas características. O que você fala é real, é um ponto de partida, a restrição de uso inibe a frequência. E sabe de uma coisa? O fato desses equipamentos culturais estarem concentrados no centro da cidade ou em bairros de classe média dificulta porque as pessoas têm de sair da periferia, pegar um ônibus, sai tudo muito caro. E chega lá o cinema é caríssimo, a pipoca é a mais cara do mundo, há um sistema de economia da cultura para poucos no Brasil, e é preciso abrir isso. Olha, eu estive em Cuba agora e fiquei impressionado. Sabe qual é a tiragem de um livro por lá? Cem mil exemplares (no Brasil, a média é em torno de 3 mil).

O problema é que são apenas livros que o governo permite que os cubanos leiam…

Não diga assim não, eu vi lá, tem livro crítico ao governo também. Na Argentina, a mesma coisa. Nós não somos feitos de um barro diferente desse povo não.

O sucesso do seu ministério só acontece com o sucesso do Ministério da Educação?

Estamos tentando recuperar um casamento que foi desfeito há uns 30 anos, quando a Cultura foi para um lado e a Educação foi para outro. Essa formação de plateia que você fala tem de começar na escola. Um livro tem de ser bem apresentado para as crianças como uma fonte de prazer, não como uma tarefa. E tem de ter música na escola. Acabaram com isso com uma reforma (nas escolas) que só quis preparar o jovem para o mercado de trabalho.

Quando o excluído se intimida com o ambiente, ele cria sua própria cultura e…

(Interrompendo) Cria sua cultura e fica no sofá assistindo TV.

Desculpe ministro, mas ele cria culturas ‘não oficiais’ fortes como o hip hop, o maracatu…

Isso uma minoria, a maioria fica lá vendo TV no sofá.

Mas há movimentos fortes de periferia, o rap em São Paulo, os regionalismos em Salvador.

Não é só em Salvador não, regionalismo tem em São Paulo também.

Quando vocês pensam em regional pensam na Bahia, quando pensam em universal, pensam em São Paulo.

Só falei Bahia porque o senhor é baiano…

Não, vamos misturar isso aí que fica melhor.

Quando um homem se torna um profissional intelectualizado, como o senhor, ele não corre o risco de se distanciar dessas manifestações mais marginais?

Não é difícil entender. As pessoas não querem só comida, querem comida, diversão e arte. Eu vou lhe dizer uma coisa: nós estamos às vésperas de virar um grande país. Dentro de dez anos vamos ser a quinta economia do mundo e, se o pré-sal se mostrar viável em exploração, vamos nos tornar um dos 5 produtores de petróleo. Então, esse é um país que já está sendo respeitado, e não podemos carregar nas costas as mazelas que trouxemos da nossa história.

E que cultura teremos? Seu ministério historicamente sempre recebeu as menores verbas.

Nós temos um complexo de inferioridade permanente, um complexo de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues. Como vamos ter padrão cultural se mais de 90% dos municípios brasileiros não têm um cinema ou um teatro? Se em todos os países (que proporcionaram acessos culturais) funcionou, por que aqui não funcionaria? Nós não somos feitos de um barro diferente. Agora, sinto que o Brasil está andando para frente, mas vou dizer uma coisa que acho que você não vai gostar: o Brasil não percebe que está vivendo um processo positivo porque a imprensa se especializou nos aspectos negativos.

O senhor está repetindo um discurso do presidente Lula…

Não, estou de acordo com boa parte da população que sente necessidade de boas notícias. Por que só trabalhar o lado negativo?

O senhor fala isso por mágoas com relação a críticas feitas à Lei Rouanet (que garante dinheiro público para projetos de cinema, teatro e música)?

Eu saí pelo Brasil todo discutindo a Lei Rouanet e acho que ganhei a discussão.

Caetano Veloso sai para fazer shows com dinheiro público de Lei Rouanet. Adriana Calcanhotto vai se apresentar fora do País com dinheiro público. O que o povo ganha com isso?

Veja, os números da Lei Rouanet são muito negativos. Só 3% dos proponentes, que são os artistas consagrados, ficam com mais da metade do dinheiro e 80% desse dinheiro vai para artistas do Rio ou de São Paulo. Essa crítica tem um ponto de partida correto, mas um ponto de chegada errado. Se os artistas não precisam desse dinheiro, o povo precisa desses artistas. Você não pode ter uma política pública na qual você só oferte artistas que o povo não reconhece. Os grandes artistas são os que de fato permitem que façamos a ‘viagem humana’ cultural necessária a todos. A lei como é hoje não exige nada. Agora, na reforma que estamos fazendo, só empregaremos dinheiro em projetos que terão redução de custos, para dar acesso a mais pessoas. A bilheteria tem de baixar o preço.

E a qualidade do que se faz? Vemos ainda muita coisa ruim sendo feita com dinheiro público.

Eu vou dizer uma coisa que nem acho bom ficar falando. Quando cheguei a Brasília, assistia a todas as peças financiadas pelo Ministério. Se fosse crítico teatral, seria muito duro com a maioria das coisas que eu via. Agora, em lugar nenhum do mundo existe só produção de qualidade. Existem as muito boas, que é a minoria, as boas, as medianas e algumas porqueiras com as quais a gente tem que conviver.

O que o senhor acha da qualidade da TV no Brasil?

A TV aberta é um problema, nossos filhos lidam diariamente com sequestro, assassinato, parece que o mundo é infinitamente pior do que na verdade é porque descobriram esse filão aí (de noticiar tragédias) e estão indo cada vez mais longe. São tripas explícitas o tempo inteiro na tela no momento em que pessoas de seis, nove anos estão assistindo. Eu tenho um filho de nove anos. Ele mesmo desistiu de assistir televisão.

O filme ‘Lula, O Filho do Brasil’, que será lançado em 2010, já está sendo chamado de estratégia eleitoreira.

Com ou sem filme, Lula tem mais de 80% de popularidade. E por que se pode fazer um filme em torno de uma banda de rock, por que pode se fazer o 2 Filhos de Francisco e não se pode fazer um filme em torno de um personagem tão importante como o Lula?

TIRO AO ALVO

“Nós sofremos do complexo de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues. Como vamos ter cultura se mais de 90% dos municípios não têm um cinema?”

“A Faap é talvez a escola mais cara do Brasil. Então, certamente isso é um fator de inibição, ela tende a ter um público coerente com essas características”

“Com ou sem filme, Lula tem mais de 80% de popularidade. E por que se pode fazer o filme 2 Filhos de Francisco e não se pode fazer um de Lula?”

* Publicado por Marcelo Lucena/Comunicação Social
Jornal da Tarde-SP, Julia Maria,
fonte: Ministério da Cultura

Iniciada a Guerrilha no Cariri











A Guerrilha do Ato Dramático Caririense foi aberta na tarde do dia 7 de novembro, sábado, em Crato-CE, com a Procissão das Artes Cênicas, tendo a participação de artistas das companhias de teatro e dança envolvidas, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, artistas circenses e maracatu do da comunidade Carrapato. O evento é promovido pelos Pontos de Cultura Socieadade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, em parceria com companhias de tetro e dança da região, e se estenderá até o próximo dia 22.

À noite, às 19h30min, foi apresentada no Teatro Rachel de Queiroz a peça teatral infantil "A Flor e o Sol, de Cícero Belmar, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, direção de Yarley de Lima. Já ontem, domingo teve o teatro infantil com a peça "Os 3 Porquinhos", também com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, desta vez dirigida por Flávio Rocha.

Até quinta-feira, 12, a partir das 19h30, haverá peças infantis. A Guerrilha vai até o dia 22 deste mês.








A peça infantil "A Flor e o Sol", de Cícero Belmar, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria

MULHERES DE ATENAS: CHICO BUARQUE


Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Nós que aqui estamos por vós esperamos!

Este filme causou em mim uma das maiores sensações por instigar os sentidos visuais, auditivos, acho necessário divulgá-lo para os leitores do cultura no cariri, que são na sua maioria pessoas de bom gosto,com imagens surpreendentes que fazem um resumo do século passado,Nós que aqui estamos por vós esperamos é um documentário brasileiro de 1998, dirigido por Marcelo Masagão.
Leitura cinematográfica da obra Era dos Extremos, do historiador britânico Eric Hobsbawm, a produção mostra, através da montagem das imagens produzidas no século XX e da música composta por Wim Mertens, o período de contrastes entre um mundo que se envolve em dois grandes conflitos internacionais, a banalização da violência, o desenvolvimento tecnológico, a esperança e a loucura das pessoas.

O título do filme vem do letreiro disposto em um cemitério localizado na cidade de Paraibuna, no interior do Estado de São Paulo, onde se lê a mesma frase.

Foi premiado no Festival de Gramado em 1999 por sua montagem e no Festival do Recife como melhor filme, melhor roteiro e melhor montagem. Sua produção custou cerca de 140 mil reais, sendo 80 mil direcionado somente para o pagamento de direitos autorais de imagens e fragmentos de vídeos.


trecho do filme:

Festa no café estação serra, forró pé de serra autêntico!


O Café Estação! Apresenta a Grande Noite do Forró Pé de Serra com Targino Gondim,(foto)sanfoneiro e compositor de grandes sucessos como"Esperando na janela".
A festa contará também com a banda "Forró Direito" formada por acadêmicos de Direito.
Vai ser massa! Dia 06 de novembro às 22hs. O Ingresso? Só 8 R$

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

SEMINÁRIO ARTE & PENSAMENTO - A reinvenção do Nordeste.

Esse ano, na Mostra Sesc Cariri de Cultura, acontecerá uma atividade inusitada. Trata-se do SEMINÁRIO ARTE & PENSAMENTO - A reinvenção do Nordeste, um seminário promovido pelo Sesc que tem por objetivo problematizar as produções artísticas e culturais no nordeste nos dias de hoje.
Através das artes como cinema, música, literatura, intervenções urbanas e arte/mídia, os conferencistas: André Queiroz, Daniel Lins, Dural Muniz de Albuquerque Junior, Jorge Vasconcellos, Luíz Manoel Lopes, Luizan Pinheiro, Márcia Tiburi e Nina Velasco e Cruz, discorrerão sobre vários temas, onde certamente um deles te interessará.
Veja logo abaixo a Programação, e procure o quanto antes se increver, pois as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pela internet, através do e-mail: mostracairiri@gmail.com, ou no Sesc de Juazeiro (3512.3355).

Programação:



Dia 16 de novembro de 2009

- Mesa:

14:00 horas - Dr. Jorge Vasconcellos: “Antropofagia & Filosofia: da potência criadora da música”.

15:15 horas - Dr. André Queiroz: “Haveria um nordeste atrás do cinema que se faz no nordeste?”.

Mediação: Luizan Pinheiro

16:15 horas - Debate com o público.



Dia 17 de novembro de 2009

- Mesa:

14:00 horas - Dr. Luizan Pinheiro: “Ontologia do Cariri: a cidade atravessada por múltiplos olhares”.

15:15 horas -Dr. Luís Manoel Lopes: "Barbaramente estéreis; maravilhosamente exuberantes: os sertões em variações".

16:15 horas – Debate com o público.

Mediação: Jorge Vasconcellos.



Dia 18 de novembro de 2009

- Mesa:

14:00 horas - Dra. Márcia Tiburi: “Mulheres míticas e mulheres reais: uma fratura sertão”.

15:15 horas - Dra. Nina Velasco e Cruz: “Paulo Bruscky: um artista nordestino?”.

16:15 horas - Debate com o público.

Mediação: Luís Manoel Lopes.



*Lançamento da Revista Literária Polichinello n. 11 + exposição das gravuras de Acácio Sobral (gravuras que ilustram este número da revista).



Dia 19 de novembro de 2009

14:00 horas - Dr. Daniel Lins: "A paixão segundo Lampião".

15:15 horas - Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr.: “O Nordestino de Saia Rodada e Calcinha Preta ou as novas faces do regionalismo e do machismo no Nordeste”

16:15 horas - Debate com o público.

Mediação: André Queiroz

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Companhias de Teatro realizam Guerrilha no Cariri

O Cariri será banhado pelas produções cênicas internacionais e regionais no mês de novembro. O Teatro Rachel de Queiroz, no Crato será o palco da Guerrilha do Ato Dramático Caririense.
Cacá Araújo - Idealizador da Guerrilha (foto)


Os grupos de teatro e dança da região do Cariri se uniram para realizar no período de 07 a 22 de novembro a Guerrilha do Ato Dramático Caririense. O evento reunirá 16 espetáculos de dança e teatro direcionado para o público infantil e adulto. A abertura da Guerrilha acontecerá no próximo sábado, 07, a partir 16 horas, com uma procissão de artistas e brincantes saindo da Praça São Vicente e em direção ao Teatro Rachel de Queiroz , local aonde será o Quartel General dos guerrilheiros do ato dramático.


A Guerrilha é uma iniciativa da Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, ambas Pontos de Cultura do Brasil, em parceria com grupos e companhias teatrais em atividade na região do Cariri cearense, e se caracteriza pela gestão cooperativada e pelo caráter expositivo da produção teatral caririense em suas variadas tendências estéticas. Outorgado a todos os grupos/espetáculos participantes da “Guerrilha...” o “Troféu Juscelino Lobo Júnior” é uma homenagem a Juscelino Leal Lobo Júnior, membro fundador da Sociedade Cariri das Artes, amante do folclore e das artes cênicas, integrante do Coral da Sociedade de Cultura Artística do Crato e do Coral Canta Família, falecido em 2007.


De acordo com o projeto do evento a denominação Guerrilha a uma terminologia que indica tática revolucionária de combate e resistência a partir de pequenos focos, com o fim de unir grandes massas em defesa de uma causa libertária comum. Para o idealizador do Projeto, o dramaturgo Cacá Araújo a intenção é alertar para uma prática revolucionária de afirmação e defesa da cultura nacional tendo como centro prioritário a expressão da diversidade e pluralidade de cada região, sem desconsiderar a universalidade de todos os gestos humanos, nem se fechar ao intercâmbio com outras regiões, povos e nações.


Cacá Araújo destaca que a coincidência parcial da programação da Guerrilha com a da Mostra SESC foi providencial, uma vez que a demanda de público é imensurável, época em que o Crato e o Cariri recebem turistas que vêm respirar teatro, dança, música e artes visuais. Ele frisa “procuramos nos posicionar de modo que alguma réstia de luz que emana da grande e grandiosa Mostra SESC possa nos iluminar, dando visibilidade aos tantos trabalhos elencados em nossa programação, fortalecendo artistas e produtores, além de animar o público local”


O Coletivo Camaradas é um dos apoiadores desta ação que vem contribuir para a consolidação e o fomento da produção e circulação cênica das companhias da região.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PROGRAMAÇÃO COMPLETA MOSTRA SESC

11ª Mostra Sesc Cariri de Cultura
ALDEIA CARIRI – CONEXÕES CONTEMPORÂNEAS
De 13 a 20 de novembro Cariri e 21 a 26 de novembro em Fortaleza

Polo 1 – Aldeia Cariri - Crato


TEATRO MUNICIPAL
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 09h – Rainha de Nada
20h - Choros e Valsas Epidemia de Bonecos
Cia de Ballet de Niterói Fortaleza – CE
Niterói - RJ
15 09h - Maria Eugênia
20h - Doralinas e Marias Cia do Gesto
Cia de Teatro Engenharia Rio de Janeiro – RJ
Salvador - BA
16 09h - O Rio que Vem de Longe
20h - Madre Coraje Teatro Vento Forte
Mérida Urquia São Paulo – SP
CUBA
17 09h - O Marajá Sonhador
20h - O Dragão Os Buriti
Cia Amok de Teatro Brasília – DF
Rio de Janeiro - RJ
18 09h - Ta Namorando! Ta Namorando!
20h - O Cantil Grupo Bagaceira
Teatro Máquina Fortaleza – CE
Fortaleza - CE
19 09h - Histórias de Teatro e Circo/ Prêmio Myriam Muniz
20h - Levantado do Chão Carroça de Mamulengos

Usina de Artes Cariri

Rio Branco - AC
20 09h - João e o Pé de Feijão Turma do Papum Florianópolis – SC

TERREIRADAS – 17H
DIA TERREIRO
15 Terreiro dos Anicetos – Bairro Seminário
Reisado Dedé de Luna/Banda Cabaçal Santo Antonio/ Caretas do Potengi
16 Terreiro de Mestra Zulene Galdino – Bairro Vila Novo Horizonte
Côco das Mulheres da Batateira/Pastoril da Mestre Galileia/Reisado da Vila Padre Cícero
17 Terreiro de Mestre Aldenir – Bairro Vila Lôbo
Coco da Mestra Marinês/Maracatu WinuErê do Carrapato/Reisado de Congo de Várzea Alegre
18 Terreiro do Mestre Cirilo – Bairro Bela Vista
Maneiro Pau do Mestre Bigode/Banda Cabaçal de Barbalha/ Reisado dos Franciscanos
15 a 18 Cataventoré com Daniel Magalhães
15 a 18 Rapadura Cultural – Programa popular com Jorge Carvalho

MOSTRA NOS BAIRROS – 17H
DIA/LOCAL ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
15 – Populares O Hipnotizador de Jacarés Circo Girassol Porto Alegre - RS
16 – Ponta da Serra Reprise La Mínima São Paulo - SP
17 - Batateira O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado Cia São Jorge de Variedades São Paulo - SP
18 - Seminário A Farsa do Panelada Cia Artes Cínicas de Teatro Tauá - CE
19 – São Miguel Cidade das Donzelas Troupp Pas D’argent Rio de Janeiro - RJ

RFFSA (RUA E ARMAZÈM DO SOM)
DIA HORA/ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
13 19h – Abertura Mostra Cariri
Itiberê Orquestra Família
Itiberê Orquestra Família
Rio de Janeiro – RJ
14
17h - O Hipnotizador de Jacarés
18h - Curva de Vento Circo Girassol
Rivotrill Porto Alegre - RS Recife - PE
15
17h – Reprise
18h - Breculê La Mínima
Breculê São Paulo – SP
Fortaleza - CE
16
17h - O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado
18h - Tributo a Marinês Cia São Jorge
João do Crato São Paulo – SP
Crato - CE
17 17h - Silêncio Total
18h - Viagem Instrumental Cia Riso da Terra
Mandrágora João Pessoa – PB
Brasília - DF
18 17h - Ciclopes
18h – Segunda Toada para João e Maria Cia Mystério e Novidades
Núcleo Dois Rio de Janeiro - RJ
São Paulo - SP
19 17h - A Farsa do Panelada
18h - Treminhão Cia Artes Cínicas de Teatro
Treminhão Tauá – CE
Recife - PE

SESC CRATO – 22H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 Filme Noir Cia PeQuod Rio de Janeiro - RJ
15 Inventário Roda Gigante Rio de Janeiro - RJ
16 Velôsidade Máxima Fábio Vidal Salvador - BA
17 Santiago do Chile, 1973 Grupo de Dois Rio de Janeiro - RJ
18 As Peúgas de Einstein Bagaceira Fortaleza - CE
19 A Noite dos Palhaços Mudos La Mínima São Paulo - SP
20 Anticlássico Bailarina de Vermelho Rio de Janeiro - RJ

GALPÃO DAS ARTES – 23H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 Bodas de Sangue Teatro Vento Forte São Paulo - SP
15 Avental Todo Sujo de Ovo Ninho de Teatro Juazeiro do Norte - CE
16 Império, Love To Love You Baby! Ricky Seabra Rio de Janeiro - RJ
17 Encantrago – Ver de Rosa um Ser Tão Expressões Humanas/Vitrine Fortaleza - CE
18 Ele Precisa Começar Felipe Rocha Rio de Janeiro - RJ
19 A Margem Cia do Gesto Rio de Janeiro - RJ
20 Concerto de Ispinho e Fulô Cia do Tijolo São Paulo - SP


CRATO TÊNIS CLUBE – BANQUETE DIONISÍACO
DIA HORA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
13 23h Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos
Uhuuu! Otto

Cidadão Instigado São Paulo – SP

São Paulo – SP
14 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Dez Anos Itiberê Orquestra Família
Del Rey Itiberê Orquestra Família
Del Rey Rio de Janeiro - RJ
Recife – PE
15 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Brincando de Coisa Séria
Herdeiros do Rei Cascabulho
Herdeiros do Rei Recife - PE
Crato – CE
16 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Sem Nostalgia
De La Raiz a La Electrônica Lucas Santtana
Gaby Kerpel y Balvina Ramos Salvador – BA
ARGENTINA
17 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Lenynha Vas
Fóssil, Cabaça: Reggae Cariri Lenynha Vas
Liberdade & Raiz Juazeiro do Norte
Crato – CE
18 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Sobremesa
Uma Noite em Tuktoyaktuk Dani Turcheto
Brasov São Paulo – SP
Rio de Janeiro – RJ
19 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Tem Juízo Mas Não Usa
Mamelo Sund System
Farra no Cariri Lula Queiroga
Mamelo Sound System
Convidados Recife – PE
São Paulo – SP
Várias
Poesia no Banquete Poetas diversos do Cariri Várias

PRAÇA DA SÉ - SENAC CRATO – URCA (NÚCLEO LITERÁRIO)
DIA HORA PROGRAMAÇÃO ATIVIDADE
14 a 20 09h Aquasis Soldadinho-do-Araripe: um símbolo para a conservação da Chapada!
14 a 19 10 Feira de livros Comercialização e troca de livros
15 a 20 17 e 23 Performance Poética – Intervenções performáticas música e poesia Intervenções performáticas: Paulo Scott/Manoel Ricardo de Lima/Carlito Azevedo/Chacal e Poetas do Cariri.
17 18h Esse livro não me sai da cabeça Intervenção na Rua
16 a 19 11h Mostra SESC Cariri de Cultura – Memória e Afeto Conversas - Construção da Memória da Mostra
16 a 19 14h Laboratório de troca de afetos – A Poética da Pessoa Conversas gravadas
15 a 19 16h Lançamentos de livros Lançamentos
15 a 19 18h Entrevistas com Ricardo Guilherme Espetáculos Convidados
14 e 20 18h Movimento dos Cordelistas Mauditos SESC Cordel

ARTES VISUAIS – 14H
DIA Hora EXPOSIÇÃO/INSTALAÇÃO ARTISTA/ORIGEM LOCAL
13 a 20 Vários Betoven – O Retorno Grupo Acidum (CE) Vários
13 a 20 14h Cemitério Marinho Francisco Sousa RFFSA
14 a 20 Vários Intervenção Urbana - La Bicyclette Bozco (CE) Vários
14 a 20 14h Cariri Contemporâneo Coletivo Cariri SESC Crato

OVERDOZE – PROGRAMAÇÕES SIMULTÂNEAS/ININTERRUPTAS - DE 18H AS 6H
ESPETÁCULO GRUPO
Renovação Cariri
O Velho da Horta Cia Pequod de Teatro
Extranjis – Ieltuxu Martinez Ortueta BILBAO - ESPANHA
Concerto de Ispinho e Fulô Cia do Tijolo
Anticlássico Alessandra Colassanti
A História de São Francisco Expressões Humanas
Performances Cia Wancilus
O Coração Denunciador Grupo de Dois
Performance Cia Laminima
Silêncio Total Luiz Carlos Vasconcelos
Cíclope Cia Mystérios e Novidades
Circo Irmãos Saúde Circo Artetude
Performances Cia São Jorge de variedades
Loucura Cia do Elevador
Cidade das Donzelas Troupp Pas D’argent
A Ficção Prêmio Esquete
Performer Richy Seabra
Intervenção Acidum
A Farsa do Panelada Cia Artes Cínicas de Teatro
Intervenções Grupo Pedras e Roda Gigante
Café Compartillhado Mostra Cariri

CIRCUITO PATATIVA DO ASSARÉ
DIA HORA ESPETÁCULO GRUPO MUNICÍPIO LOCAL
15 08h Circo Irmãos Saúde Circo Artetude Jardim Praça Enoque Rodrig.
16 19h Circo Irmãos Saúde Circo Artetude Altaneira Praça Manoel Pinheiro
18 20h Roliude João Ricardo Oliveira Farias Brito Auditório
19 20h Inventário Roda Gigante Araripe Teatro

AÇÕES FORMATIVAS
DIA HORA OFICINA MINISTRANTE/ORIGEM LOCAL
14 a 19 14 às 16 Oficina de Crítica Teatral Fátima Saadi SENAC Crato
15 a 17 18 às 21 falaAApalavra Chacal Tenda Literária
17 a 19 18 às 21 A Arte da Edição ou Como Tornar Público Qualquer Assunto Anna Dantes Tenda Literária
17 a 19 18 às 21 Da Escrita ao Texto Carlito Azevedo Tenda Literária
16 a 19 14h O Simples não Simplório Bozco - CE SESC Crato
16 a 19 Vários InterVINDO na Periferia Coletivo Camaradas Batateira
16 a 20 11h 1, 2, 3, Gravando... Betão Aguiar/ Zé Nigro SESC Crato
18 15h Dança Educação Eliana Carneiro Teatro Municipal
18 e 19 14h Teatro Ritual Herê Aquino Teatro Municipal
18 14h Oficina Integrada Lígia Veiga SESC Crato
19 10h Conversa com Illo Grugli Illo Grugli SESC Crato
19 14h Palco Giratório - A Arte do Boneco Cia PeQuod Teatro Municipal
16 e 18 14h Buscando seu Clown Ana Barroso SESC Crato
17 e 19 14h Construção da Cena Ricky Seabra SESC Crato
20 14h O Trabalho do Ator e 11 pontos de Vista Felipe Rocha Teatro Municipal
14 a 20 14h Movimento RPG Cassiano Oliveira Praça da Sé

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL
DIA PROGRAMAÇÃO ITINERÁRIO
20 Extranjis – Bilbao - Espanha OVERDOZE
13 a BiNeural MonoKultur – CÓRDOBA – ARGENTINA Centro da Cidade
13 a 20 Feira de Artesanato - SEBRAE RFFSA
13 a 20 Revista Eletrônica – Doc-Vídeo-Arte da Mostra Cariri Crato Tênis Clube
16 Cortejo Teatral com artistas e comunidade Saída do SESC Crato
16 a 20 Santo Ofício – Epidemia de Bonecos RFFSA
13 e 20 Lanka – Performance Installation com Essi Kausalainen Abertura/Juazeiro?Overdoze



Pólo 2 – Aldeia Cariri – Juazeiro do Norte


MEMORIAL PADRE CÍCERO
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 10h - Histórias de Teatro e Circo/ Prêmio Myriam Muniz
20h30m - Doralinas e Marias Carroça de Mamulengos

Cia de Teatro Engenharia Cariri

Salvador – BA
15 10h - A Vaca Lelé
20h30m - Choros e Valsas Bandeira das Artes
Cia de Ballet de Niterói Fortaleza – CE
Niterói – RJ
16 10h - Ta Namorando! Ta Namorando!
20h30m - O Cantil Bagaceira de Teatro
Teatro Máquina Fortaleza - CE
Fortaleza – CE
17 10h - O Rio que Vem de Longe
20h30m - Madre Coraje Teatro Vento Forte
Mérida Urquia São Paulo – SP
CUBA
18 10h - João e o Pé de Feijão
20h30m - O Dragão Turma do Papum
Cia Amok de Teatro Florianópolis – SC
Rio de Janeiro – RJ
19 10h - O Marajá Sonhador
20h30m - Avental Todo Sujo de Ovo Os Buriti
Ninho de Teatro Brasília – DF
Juazeiro do Norte – CE
20 10h - Maria Eugênia Cia do Gesto Rio de Janeiro – RJ

LARGO DO MEMORIAL – 17H
DIAL ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 A Farsa do Panelada Cia Artes Cínicas de Teatro Tauá – CE
15 Ciclopes Cia Mystério e Novidades Rio de Janeiro – RJ
16 Expedition Paddock França FRANÇA
17 Reprise La Mínima São Paulo – SP
18 O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado Cia São Jorge São Paulo – SP
19 Circo Irmãos Saúde Circo Artetude Brasília – DF

MARCUS JUSSIÊR – 17H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 Os Bonecos Viageros Cia Mariposarte Montevidéu - Uruguai
15 A Farsa do Panelada Cia Artes Cínicas de Teatro Tauá – CE
16 Circo dos Irmãos Saúde Circo Artetude Brasília – DF
17 O Hipnotizador de Jacaré Circo Girassol Porto Alegre – RS
18 Reprise La Mínima São Paulo – SP
19 Imaginário – A Odisséia de um Guerreiro Brincante Juká de Teatro
Arneiroz - CE

PRAÇA PADRE CÍCERO – 18H
DIAL ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
15 e 16 Rito de Passagem Índio.Com Cia de Dança Manaus - AM

TERREIRADA – 17H
DIA TERREIRO
19 Terreiro do Mestre Antonio – Bairro João Cabral
Guerreiro de Mestra Margarida/Banda Cabaçal Santo Expedito/Reisado de Missão Velha
19 Cataventoré com Daniel Magalhães
19 Rapadura Cultural – Programa popular com Jorge Carvalho

TEATRO MARQUISE BRANCA – 18H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 O Coração Denunciador Anderson Ratto Rio de Janeiro – RJ
15 Jardim das Delícias DAS HELMI e Artistas Brasileiros Berlim -Alemanha
16 Roliude João Ricardo Oliveira Rio de Janeiro – RJ
17 Esparrela Teatro Bigorna João Pessoa – PB
18 O Velho da Horta Cia Pequod de Teatro Rio de Janeiro – RJ
19 Severino Saltimbanco Muc’Arte Arneiroz - CE
CENTRO CULTURAL BNB (CONEXÃO BRASIL CCBNB) – 19H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
13 Velôsidade Máxima Fábio Vidal Salvador – BA
14 Velôsidade Máxima Fábio Vidal Salvador – BA
15 Filme Noir Cia PeQuod Rio de Janeiro – RJ
16 As Peúgas de Einstein Bagaceira Fortaleza - CE
17 Merci Ana Barroso Rio de Janeiro – RJ
18 Inventário Roda Gigante Rio de Janeiro – RJ
19 Anticlássico Bailarina de Vermelho Rio de Janeiro – RJ

TEATRO PATATIVA DO ASSARÉ – 23H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 A Margem Cia do Gesto Rio de Janeiro – RJ
15 Bodas de Sangue Teatro Vento Forte São Paulo – SP
16 Santiago do Chile, 1973 Grupo de Dois Rio de Janeiro - RJ
17 Ele Precisa Começar Felipe Rocha Rio de Janeiro – RJ
18 Império, Love To Love You Baby! Ricky Seabra Rio de Janeiro – RJ
19 Concerto de Ispinho e Fulô Cia do Tijolo São Paulo – SP

TERREIRO DE MESTRA MARGARIDA E ARMAZÉM DO SOM
DIA ESPETÁCULO/GRUPO ORIGEM
14 20h30m – Breculê Fortaleza – CE
15 18h – Guerreiro Santa Madalena Juazeiro
20h30m – Curva de Vento – Rivotrill Recife – PE
16 18h –Reisado de Congo – Mestre Tico Neves Barbalha
20h30m – Di Freitas e Orquestra de Rabecas Juazeiro – CE
17 18h – Segunda Toada para João e Maria São Paulo – SP
20h30m – Uma Noite em Tuktoyaktuk – Brasov Rio de Janeiro
18 18h – Banda Cabaçal Juazeiro - CE
20h30m – Viagem Instrumental – Mandrágora Brasília – DF
19 18h – Reisado Flor Noemia Crato – CE
20h30m – Tributo a Marinês João do Crato

CASA DA RUA DA CULTURA
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
13 a 20 Residência Casa da Rua da Cultura Cia. De Teatro Stultífera Navis Aracaju - SE
16 e 17 Cabaré da Dama Parque de Teatro Aquiraz - CE
18 e 19 O Abajur Lilás Grupo Imagens Fortaleza - CE

AÇÕES FORMATIVAS
DIA HORA OFICINA MINISTRANTE/ORIGEM LOCAL
10 a 14 14h O Intérprete Criador na Dança Contemporânea Yara Costa SESC
16 a 19 10h História do Cinema de Animação Diego Akel CCBNB Cariri
14 a 20 14h Cinema Testemonial Felipe Caixeta SESC Juazeiro
13 a 20 14 às 16 Arte na Cabeça Adriana Munfor Barbalha
17 a 19 14h Processo Criativo Cia Elevador Barbalha
16 14h Oficina Integrada Lígia Veiga SESC Juazeiro
15 a 19 14h Fantoches com Material Reciclado Victor e Lola - Uruguai Marco Jussiê
16 a 19 16h Confecção de Brinquedos Ópticos Telmo Carvalho e Mariana Medina CCBNB Cariri
19 14h Oficina Circense Circo Girassol SESC Juazeiro
15 a 19 14h Oficina Finlandesa Essi Kausalainen SESC Juazeiro



ARTES VISUAIS – 14H
DIA EXPOSIÇÃO/INSTALAÇÃO ARTISTA/ORIGEM LOCAL
14 Traga a França para os Meus Versos e Leve os Meus Versos para França Cordelistas SESC Juazeiro
14 a 19 Lambe Lá Lambe Aqui Vários - CE Vários

AUDIOVISUAL
DIA HORA PROGRAMAÇÃO ATIVIDADE
14 a 20 9h Animação Exposta Mini-exposição de Cinema de Animação
16 a 19 14h Maratona de Cinema: Mundo Animado Mostra de Filmes - curadoria de Caroline Vieira
14 a 20 18h Mostra Vídeo Brasil Mostra de Arte Eletrônica e Vídeo Arte
14 a 19 19h Revista Eletrônica - Doc-Vídeo-Arte dos principais acontecimentos Shoping Cariri/ Auditório do CCBNB/Unidade Juazeiro
14 a 19 19h Mostra Olhar do Ceará Mostra Especial do Cine Ceará
14 a 19 20h Mostra olhar da diversidade Exibição de filmes com a temática LGBTT
18 a 19 19h Filmes Malditos Mostra Jodorowsky Mostra do Cineasta Chileno

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL – 15H
DIA PROGRAMAÇÃO ITINERÁRIO
16 a 19
Seminário “Arte & Pensamento – A Reinvenção do Nordeste” Mesas de debates com Temas variados no SESC às 14h
16 Inventário Hospital
10/11 Cortejo Teatral com artistas e comunidade Saída do Praça Municipal
14/11 Lanka – Performance Installation com Essi Kausalainen SESC



CIRCUITO PATATIVA DO ASSARÉ
DIA HORA ESPETÁCULO GRUPO MUNICÍPIO LOCAL
15 18h Histórias de Teatro e Circo/Prêmio Myriam Carroça de Mamulengos/ Prêmio Myriam Muniz Missão Velha Largo da Estação da Cultura
16 17h

19h A Farsa do Panelada

O Hipnotizador de Jacarés Cia Artes Cínicas de Teatro
Circo Girassol Jati Praça Antoni de Orestes
17 19h A Farsa do Panelada Cia Artes Cínicas de Teatro Várzea Alegre Praça Dionísio Rocha de Lucena


Pólo 3 – Aldeia Cariri – Barbalha

PRAÇA CENTRAL
DIA HORA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
16 17h Charivari Ninho de Teatro Juazeiro - CE
17 17h Ciclopes Cia Mystério e Novidades Rio de Janeiro - RJ
18 18h Silêncio Total Cia Riso da Terra João Pessoa - PB
19 18h O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado Cia São Jorge de Variedades São Paulo - SP

TEATRO NEROLY – 19H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 Jardim das Delícias DAS HELMI e Artistas Brasileiros Berlim -Alemanha
15 Merci Ana Barroso Rio de Janeiro – RJ
16 Loucura Cia Elevador de Teatro Panorâmico São Paulo – SP
17 O Velho da Horta Cia Pequod de Teatro Rio de Janeiro – RJ
18 Esparrela Teatro Bigorna João Pessoa - PB
19 Roliude João Ricardo Oliveira Rio de Janeiro - RJ

ESCOLA DE ARTES REITORA VIOLETA ARRAES GERVAISEAU - URCA BARBALHA
DIA HORA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 21h Loucura Cia Elevador de Teatro Panorâmico São Paulo - SP
15 21h Loucura Cia Elevador de Teatro Panorâmico São Paulo - SP
16 21h O Hospício Matulão de Artes Cênicas Crato - CE
17 21h O Hospício Matulão de Artes Cênicas Crato - CE
18 15h30m Hysteria Grupo XIX de Teatro São Paulo - SP
19 15h30m Hysteria Grupo XIX de Teatro São Paulo - SP

AÇÕES FORMATIVAS
DIA HORA OFICINA MINISTRANTE/ORIGEM LOCAL
13 a 20 14 às 16 Arte na Cabeça Adriana Munfor Barbalha
17 a 19 14h Processo Criativo Cia Elevador Barbalha











Polo 4 – Aldeia Cariri - Nova Olinda


TEATRO VIOLETA ARRAES ( MOSTRA MENINO CARIRI E CONEXÃO BRASIL)
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 08h - A Vaca Lelé
19h - Merci Bandeira das Artes
Ana Barroso Fortaleza – CE
Rio de Janeiro - RJ
15 08h – Rainha de Nada
19h - Roliude Epidemia de Bonecos
João Ricardo Oliveira Fortaleza - CE
Rio de Janeiro - RJ
16 08h - Histórias de Teatro e Circo/Prêmio Myriam Muniz
19h - O Velho da Horta Carroça de Mamulengos

Cia Pequod de Teatro Cariri

Rio de Janeiro - RJ
17 08h - Maria Eugênia
19h - Inventário Cia do Gesto
Roda Gigante Rio de Janeiro – RJ
Rio de Janeiro - RJ
18 08h - O Rio que Vem de Longe
19h - O Hipnotizador de Jacarés Teatro Vento Forte
Circo Girassol São Paulo – SP
Porto Alegre - RS
19 08h - João e o Pé de Feijão
19h - Silêncio Total Turma do Papum
Cia Riso da Terra Florianópolis – SC
João Pessoa - PB
20 08h - O Marajá Sonhador Os Buriti Brasília – DF

AUDIOVISUAL
DIA HORA PROGRAMAÇÃO ATIVIDADE
14 a 20 14h Exposição Pina Bausch Fotografia Dada Petrole
13 a 20 19h Revista Eletrônica Doc-Vídeo-Arte dos principais acontecimentos da Mostra Cariri




ARMAZÉM DO SOM NA PRAÇA – 20H30M
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
14 Cascabulho Cascabulho Recife - PE
15 De La Raiz a La Electrônica Gaby Kerpel y Balvina Ramos ARGENTINA
16 Itiberê Orquestra Família Itibirê Orquestra Família Rio de Janeiro - RJ
17 Mamelo Sund System Mamelo Sund System São Paulo - SP
18 Treminhão Treminhão Recife - PE
19 Uma Noite em Tuktoyaktuk Brasov Rio de Janeiro

CIRCUITO PATATIVA DO ASSARÉ
DIA HORA ESPETÁCULO GRUPO MUNICÍPIO LOCAL
14 19h Inventário Roda Gigante Caririaçu Centro Cultural Dr. Raimundo Borges
17 15h
20h Itiberê Orquestra
Roliude Itiberê Orquestra
João Ricardo Oliveira Potengi Igreja Matriz
Escola
18 17h Circo Irmãos Saúde Circo Artetude Santana do Cariri Praça Central
19 18h Merci Ana Barroso Assaré Espaço Cultural Patativa do Assaré

AÇÕES FORMATIVAS
DIA HORA ATIVIDADE MINISTRANTE/ORIGEM
16 a 19 14h Animação Módulo II Fernando dos Santos
17 a 19 14h Trilhas Infantis para Gibis Fêfê Gurman
14 a 19 10h Formação de Grupo Juliana Vieira





Pólo 5 – Aldeia Cariri – Fortaleza


EDUCAR SESC/MOSTRA INFANTIL – 10H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
22 João e o Pé de Feijão* Turma do Papum Santa Catarina
23 Os Bonecos Viageiros Cia Mariposarte Uruguai
24 Ta namorando!Tá Namorando Bagaceira Ceará
25 A vaca Lelé Bandeira das Artes Ceará
26 Maria Eugênia Cia do Gesto Rio de Janeiro
*O espetáculo “João e o Pé de Feijão acontecerá no Centro Cultural Bom Jardim- 17h

SESC SÃO LUIZ – PRAÇA DO FERREIRA /MOSTRA DE RUA – 17H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
23 A Farra do Boi Carrapicho
Cidade das Donzelas Grupo de Teatro Carrapicho
Troupp Pas D'argent Canindé
Rio de Janeiro
24 Cidade das Donzelas Troupp Pas D'argent Rio de Janeiro
25 Pratativando Cia Mais Caras de Teatro Ceará
26 Nas Garras do Capa Bode Trupe Caba de Chegar Ceará

SESC SÃO LUIZ – SALA BOTICÁRIO /MOSTRA ADULTO – 18H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
23 Concerto de Ispinho e Fulô Cia do Tijolo São Paulo
24 Concerto de Ispinho e Fulô Cia do Tijolo São Paulo
25 Segunda Toada para João e Maria Teatro Vento Forte São Paulo

TEATRO SESC EMILIANO QUEIROZ – MOSTRA ADULTO – 19H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
22 Merci Ana Barroso Rio de Janeiro
23 Esparrela Grupo Bigorna Paraíba
24 As Peúgas de Einstein Grupo Bagaceira Ceará
25 Anticlássico Bailarina de Vermelho Rio de Janeiro
26 Anticlássico Bailarina de Vermelho Rio de Janeiro

TEATRO SESC IRACEMA – MOSTRA ADULTO – 21H
DIA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
23 Ele Precisa Começar Felipe Rocha(RJ) Rio de janeiro
24 A Margem Cia do Gesto(RJ) Rio de janeiro
25 Avental todo sujo de ovo Grupo Ninho de Teatro(CE) Ceará

AÇÕES FORMATIVAS – OFICINA/ANEXO DO THEATRO JOSÉ DE ALENCAR
DIA OFICINA MINISTRANTE ORIGEM
24 e 25 Processo Criativo Alessandra Colassanti Rio de janeiro
24 Buscando seu Clown Ana Barroso Rio de janeiro

ENCERRAMENTO – Dia 26 – 20h
Aula espetáculo com ARIANO SUASSUNA SESC São Luiz
Festa na Praça com Dj Praça do Ferreira

XI MOSTRA SESC: BANQUETE DIONISÍACO

CRATO TÊNIS CLUBE – BANQUETE DIONISÍACO
DIA HORA ESPETÁCULO GRUPO ORIGEM
13 23h Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos
Otto

Cidadão Instigado São Paulo – SP

São Paulo – SP
14 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Dez Anos Itiberê Orquestra Família
Del Rey Itiberê Orquestra Família
Del Rey Rio de Janeiro - RJ
Recife – PE
15 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Brincando de Coisa Séria
Herdeiros do Rei Cascabulho
Herdeiros do Rei Recife - PE
Crato – CE
16 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Sem Nostalgia
De La Raiz a La Electrônica Lucas Santtana
Gaby Kerpel y Balvina Ramos Salvador – BA
ARGENTINA
17 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Lenynha Vas
Fóssil, Cabaça: Reggae Cariri Lenynha Vas
Liberdade & Raiz Juazeiro do Norte
Crato – CE
18 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Sobremesa
Uma Noite em Tuktoyaktuk Dani Turcheto
Brasov São Paulo – SP
Rio de Janeiro – RJ
19 22h Mangiare Grupo Pedras Rio de Janeiro - RJ
23h Tem Juízo Mas Não Usa
Mamelo Sund System
Farra no Cariri Lula Queiroga
Mamelo Sound System
Convidados Recife – PE
São Paulo – SP
Várias
Poesia no Banquete Poetas diversos do Cariri Várias

Abertas as inscrições do edital Tesouros Vivos da Cultura 2009 As inscrições estarão abertas até o dia 30 de novembro no Estado do Ceará

O Ceará pode completar o quadro de 60 mestres esse ano, número limite estipulado pela Lei dos Tesouros Vivos da Cultura. Atualmente, são 57 mestres registrados, sendo seis deles já falecidos.

A Secretaria da Cultura do Ceará - Secult abre inscrições para o edital Tesouros Vivos da Cultura 2009. O edital seleciona os portadores ativos de uma tradição da cultura cearense. São nove (9) vagas destinadas para o registro de pessoas naturais (os reconhecidos “Mestres da Cultura”), duas (2) vagas para registro de grupos e duas (2) vagas para registro de coletividade.

As inscrições estarão abertas até o dia 30 de novembro e devem ser remetidas à sede da Secult (localizada no Centro Administrativo Gov. Virgílio Távora à Av. General Afonso Albuquerque Lima, S/N, Ed. SEAD, Cambeba. CEP 60.839-900).

O edital dos “Mestres” titula pessoas, grupos e comunidades que guardam a memória um saber coletivo - mas não se trata apenas de um guardião mas de pessoas que a invetam e recriam - transmitindo às demais gerações. Um Mestre é um sujeito ativo das tradições culturais, é a um só tempo artífice e artista. São patrimônios vivos da cultura cearense.

Sendo assim, poderão ser reconhecidos como “Tesouros Vivos da Cultura” as pessoas naturais, os grupos e as coletividades dotados de conhecimentos e técnicas de atividades culturais cuja produção, preservação e transmissão sejam consideradas representativas e referenciais da cultura do Estado. A seleção destes candidatos será realizada por Comissão Especial, formada por cinco (5) membros os quais serão designados pelo Secretário da Cultura.

A inscrição - Com recursos de R$ 63.156,00 oriundos do Tesouro Estadual, o edital tem inscrição gratuita e aberta a pessoas naturais, grupos e comunidades que atendam de forma cumulativa os seguintes requisitos: comprovar a existência e a relevância do saber ou do fazer; ter reconhecimento público; deter a memória indispensável à transmissão do saber ou do fazer; propiciar a efetiva transmissão dos conhecimentos; possuir residência, domicílio e atuação no Estado do Ceará há pelo menos 20 anos completos ou a serem completados em 2009.

A premiação -As pessoas físicas que receberão o título de “Mestres da Cultura”, além da diplomação solene, recebem auxílio financeiro a ser pago, mensalmente, pelo Estado do Ceará, em valor não inferior a um salário mínimo, que poderá ser vitalício ou temporário.

Para o registro de grupos cabe o diploma solene que concede o Título de “Tesouro Vivos da Cultura”, além do auxílio financeiro destinado à manutenção de suas atividades, a ser repassado pelo Estado do Ceará, durante o período de 02 (dois) anos, em cota única, em valor não inferior a R$ 4.200,00.

Por fim, ao registro das coletividades - que podem ser comunidades inteiras que tragam vivas a tradição do fazer e saber- o Estado do Ceará concede o título de “Tesouro Vivos da Cultura” Tradicional Popular do Estado do Ceará, além de dar prioridade na tramitação de projetos direcionados às Políticas Públicas Estaduais, no ano subseqüente ao de sua diplomação.

Mestres - Atualmente, o Ceará conta com 57 registros e possui seis mestres já falecidos (Mestres Juca do Balaio, Panteca, Joviniano, Walderêdo, Joaquim Mulato e Miguel). A Lei dos Tesouros Vivos prevê o limite máximo de 60 (sessenta) titulações para pessoas físicas, marco que se alcança neste ano de 2009. No caso de grupos e coletividades, o Ceará possui diplomados dois (2) grupos e ainda nenhuma coletividade (comunidade).

Legislação - O Ceará é referência quanto a legislação de Patrimônio Imaterial que reconhece e apóia os mestres, grupos e coletividades da cultura popular, sendo reconhecido nacionalmente através do Prêmio Culturas Populares 2007, do Ministério da Cultura.

Criada em 2003, a Lei nº 13.351 garante o registro dos Mestres da Cultura Tradicional Popular, apoiando e preservando a memória cultural do nosso povo, transmitindo às gerações futuras o saber e a arte sobre os quais construímos a nossa história.

Em 2006, esta Lei foi revisada e ampliada, trazendo a manutenção dos grupos e coletividades. A Lei dos Tesouros Vivos da Cultura, de Nº 13.842, foi publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará em 27 de novembro de 2006.

Leia o edital em www.secult.ce.gov.br/categoria1/edital-tesouros-vivos-da-cultura

Mais informações na Coordenação de Patrimônio Histórico e Cultural - COPAHC pelo telefone: (85) 3101-6786 e 3101-6787 ou através do e-mail: copahc@secult.ce.gov.br
Jornalistas responsáveis: Bianca Felippsen (8878.8805) e Fabio Marques(8832-4716)

amigos são como música

"Você já percebeu? Eles entram na vida da gente e deixam sinais. Como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os ataques de guitarras e metais Presentes em cada clarão da manhã. Olhe a pessoa que está do seu lado E você vai descobrir , olhando fundo , Que há uma melodia brilhando no disco do olhar. Procure escutar... Amigos foram compostos para serem ouvidos , sentidos , compreendidos E interpretados. Para tocarem nossas vidas Com a mesma força do instante em que foram criadas, Para tocarem suas próprias vidas , E de poderem alçar todos os vôos , De poderem vibrar com todas as notas,De poderem cumprir , afinal , Todos os sentidos que a elas foi dado pelo Compositor. Amigos são como você , com quem tenho o prazer de conviver. Amigos são músicas , como você que tenho o prazer de ouvir. Amigos tem que fazer o sucesso que lhes desejamos. Mesmo que não estejam nas paradas. Mesmo que não toquem no rádio.
POR MÔNICA ARARIPE

primeira dama do Crato

primeira dama do Crato
Essa pessoa meiga,sensível,doce, tem feito um excelente trabalho social, parabéns Mônica!

CRATINHO DE AÇUCAR!

CRATINHO DE AÇUCAR!
ampliem a foto e acessem o blog do crato, com slides e tudo sobre essa cidade charmosa!

Cego Aderaldo

Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo, nasceu no dia 24 de junho de 1878 na cidade do Crato — CE. Logo após seu nascimento mudou-se para Quixadá, no mesmo estado. Aos cinco anos começou a trabalhar, pois seu pai adoeceu e não conseguia sustentar a família. Tomou conta dos pais sozinho. Quinze dias depois que seu pai morreu (25 de março de 1896), quando tinha 18 anos e trabalhava como maquinista na Estrada de Ferro de Baturité, sua visão se foi depois de uma forte dor nos olhos. Pobre, cego e com poucos a quem recorrer, teve um sonho em verso certa vez, ocasião em que descobriu seu dom para cantar e improvisar. Ganhou uma viola a qual aprendeu a tocar. Mais tarde começou a tocar rabeca. Algum tempo depois, quando tudo parecia estar voltando à estabilidade, sua mãe morre. Sozinho começou a andar pelo sertão cantando e recebendo por isso. Percorreu todo o Ceará, partes do Piauí e Pernambuco. Com o tempo sua fama foi aumentando. Em 1914 se deu a famosa peleja com Zé Pretinho (maior cantador do Piauí). Depois disso voltou para Quixadá mas, com a seca de 1915, resolveu tentar a vida no Pará. Voltou para Quixadá por volta de 1920 e só saiu dali em 1923, quando resolveu conhecer o Padre Cícero. Rumou para Juazeiro onde o próprio Padre Cícero veio receber o trovador que já tinha fama. Algum tempo depois foi a vez de cantar para Lampião, que satisfez seu pedido — feito em versos — de ter um revólver do cangaceiro.

Tentando mudar o estilo de vida de cantador, em 1931, comprou um gramofone e alguns discos que usava para divertir o povo do sertão apresentando aquilo que ainda era novidade mesmo na capital. Conseguiu o que queria, mas o povo ainda o queria escutar. Logo depois, em 1933, teve a idéia de apresentar vídeos. Que também deu certo, mas não o realizava tanto. Resolveu se estabelecer em Fortaleza em 1942, onde veio a abrir uma bodega na Rua da Bomba, No. 2. Infelizmente o seu traquejo de trovador não servia para o comércio e depois de algum tempo fechou a bodega com um prejuízo considerável.

Desde 1945, então com 67 anos, Cego Aderaldo parou de aceitar desafios. Mas também, já tinha rodado o sertão inúmeras vezes, conseguira ser reconhecido em todo lugar, cantara pra muitas pessoas, inclusive muitas importantes, tivera pelejas com os maiores cantadores. E, na medida em que a serenidade, que só o tempo trás ao homem, começou a dificultar as disputas de peleja, ele resolveu passar a cantar apenas para entreter a alma. Cego Aderaldo nunca se casou e diz nunca ter tido vontade, mas costumava ter uma vida de chefe de família pois criou 24 meninos.


Texto extraído do livro "Eu sou o Cego Aderaldo", prefácio de Rachel de Queiroz, Maltese Editora — São Paulo, 1994.


Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte
SEU LUNGA é um personagem folclórico nordestino, famoso pela sua ignorância quando fazem perguntas estúpidas. Seu Lunga estava na sua casa com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta: -No copo Seu Lunga? E seu Lunga responde - Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga!!!

Barbalha

penitentes de Barbalha

penitentes de Barbalha
Grupo que ainda se utiliza de práticas medievais como a autoflagelação.

Santana do cariri

Santana do cariri
Homenagem ao Poeta Maranhão Geraldo Moreira de Lacerda, O Poeta Maranhão, nasceu no Sítio Olho D'Água de Santa Bárbara em Nova Olinda-CE. Como Nova Olinda no tempo era distrito de Santana do Cariri, ele não se inibia em dizer que era um santanense de Nova Olinda. Poeta nato, teve o privilégio de passar a maior parte de sua vida em contato com a natureza e com o homem do campo onde busca inspiração e conhecimentos para escrever suas poesias, que são principalmente relacionadas aos problemas sociais. No entanto, o poeta não dispensou o humor erótico tão bem representado em a Farra na Beira Mar e A fruta que Adão Comeu e de marcos históricos como a Comédia da Maldição e o Régulo do Desterro. Foi membro fundador da academia dos cordelistas do Crato ao lado de Elói Teles, Luciano Carneiro, Willian Brito, entre outros. Publicou além de inúmeros cordéis, Coisas do Sertão, O Sertão e suas coisas e O Poeta e o Sertão. Acróstico Homenagem da Academia dos Cordelistas do Crato: Poeta de pele grossa A voz do homem da roça Teu canto é uma coisa nossa, altivo na inspiração. teu canto é meu sentimento, Inspirado em sofrimento, Vens cantando o meu lamento, A dor do meu coração. Poeta Maranhão Homenagem de Josenir Lacerda: Com a ida de Maranhão ficou triste a poesia perdeu a mata e o sertão quem tanto lhes defendia A passarada canora saudou a sentida hora com tristonha melodia.

poeta Maranhão

poeta  Maranhão

PATATIVA DO ASSARÉ

Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, nasceu numa pequena propriedade rural de seus pais em Serra de Santana, município de Assaré, no sul do Ceará, em 05-03-1909. Filho mais velho entre os cinco irmãos, começou a vida trabalhando na enxada. O fato de ter passado somente seis meses na escola não impediu que sua veia poética florescesse e o transformasse em um inspirado cantor de sua região, de sua vida e da vida de sua gente. Em reconhecimento a seu trabalho, que é admirado internacionalmente, foi agraciado, no Brasil, com o título de doutor "honoris causa" por universidades locais. Casou-se com D. Belinha, e foi pai de nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956. Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Sua memória está preservada no centro da cidade de Assaré, num sobradão do século XIX que abriga o Memorial Patativa do Assaré. Em seu livro Cante lá que eu canto cá, Patativa afirma que o sertão enfrenta a fome, a dor e a miséria, e que "para ser poeta de vera é preciso ter sofrimento".

O poeta faleceu no dia 08/07/2002, aos 93 anos.


O texto acima foi extraído do livro "Ispinho e Fulô", editado pela Universidade Estadual do Ceará/Prefeitura Municipal de Assaré - 2001, pág. 264.

Leia o texto. Compre o livro.

MEMORIAL PATATIVA DO ASSARÉ

MEMORIAL PATATIVA DO ASSARÉ

SAUDADE PATATIVA DO ASSARÉ

Saudade dentro do peito
É qual fogo de monturo
Por fora tudo perfeito,
Por dentro fazendo furo.

Há dor que mata a pessoa
Sem dó e sem piedade,
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.

Saudade é um aperreio
Pra quem na vida gozou,
É um grande saco cheio
Daquilo que já passou.

Saudade é canto magoado
No coração de quem sente
É como a voz do passado
Ecoando no presente.

A saudade é jardineira
Que planta em peito qualquer
Quando ela planta cegueira
No coração da mulher,
Fica tal qual a frieira
Quanto mais coça mais quer.

fundação casa grande

fundação casa grande

Mestre Expedito Seleiro: a memória da história do couro na originalidade das vestimentas

Mestre Expedito Seleiro: a memória da história do couro na originalidade das vestimentas
foto Allan Bastos

Jackson Bantim

Jackson Bantim

Cinema no Cariri

Cinema no Cariri

Cinema no Cariri

Baseado em causos populares o filme “As Sete Almas Santas Vaqueiras” de Jackson Bantim resgata a lenda de um sertanejo que mantinha uma vida desregrada e que a partir de uma tragédia familiar tem a sua história transformada, num misto de magia e de manifestações da cultura do povo.
A produção do Filme teve início em outubro do ano e as filmagens externas foram produzidas no Distrito de Santa Fé, na cidade do Crato e contou com uma produção genuinamente caririense e contou com uma produção genuinamente do Cariri, desde o elenco aos técnicos.
Para o dramaturgo Cacá Araújo, que tem participação no elenco do filme, um dos destaques é o resgate de um causo popular desconhecido do grande público e o envolvimento de artistas, produtores e técnicos da região. Ele ressalta que essa participação demonstra a capacidade produtiva na área artística e cultural do Cariri.
O filme também apresenta uma das ultimas imagens audiovisuais do poeta, artesão, folclorista e músico, o Mestre Correinha que faleceu em dezembro de 2008. O grupo de Coco da Mulheres da Batateira da Mestre Edite Dias e a Lapinha da Mestra Zulene Galdino fazem parte da estética cinematográfica do cineasta Bantim.
Exibição dia 17 de Maio de 2009, as 19h no Cine Teatro Municipal Salviano Saraiva, Patrócinio: Prefeitura Municipal Crato, Secretária de Cultura do Crato e Universidade Regional do Cariri/URCA.
O filme é resultado de um esforço pessoal em parceria com artistas, produtores e técnicos do audiovisual e o incentivo da Secretária de Cultura do Crato e da Universidade Regional do Cariri/URCA. O filme tem a co-produção do grupo de pesquisa IMAGO/URCA.

ELOMAR FIGUEIRA MELO

Composição: Elomar

Vou cantar num canto de primeiro
As coisas lá da minha mudernagem
Que me fizeram errante violeiro
Eu falo sério e não é vadiagem
É pra você que agora está me ouvindo
Eu juro inté pelo santo menino
Virgem Maria que ouve o que eu digo
Se for mentira que me mande um castigo

Ia pois pro cantador e violeiro
Só há três coisas nesse mundo vão
Amor, forria, viola, nunca dinheiro
Viola, forria, amor, dinheiro não

Cantador de trovas e martelos
De gabinetes, ligeira e mourão
Ai cantador corri o mundo inteiro
Já inté cantei nas portas de um castelo
De um rei que se chamava de João
Pode acreditar meu companheiro
A dispois de eu ter cantado o dia inteiro
O rei me disse fica
Eu disse não

Se eu tivesse de viver obrigado
Um dia e antes desse dia eu morro
Deus fez os homens e os bichos tudo forro
Já havia escrito no livro sagrado
Que a vida nessa terra é uma passagem
Cada um leva um fardo pesado
É o ensinamento que desde a mudernagem
Eu trago dentro do coração guardado

Tive muita dor de não ter nada
Pensando que nesse mundo é tudo ter
Mas só depois de penar pelas estradas
Beleza na pobresa é que fui ver
Fui ver na procissão louvado seja
Mal assombro das casas abandonadas
Coro de cego nas portas das igrejas
E o ermo da solidão nas estradas

Pispiando tudo do começo
Eu vou mostrar como se faz um pachola
Que enforca o pescoço da viola
E revira toda moda pelo avesso
Sem reparar sequer se é noite e dia
Vai hoje cantando o bem da forria
Sem um tostão na cuia o cantador
Canta até morrer o bem do amor

arte tá na veia do nosso povo, ta na tinta, na voz, no barro!



MF-01138 - Máscaras

OB-00434 - Máscara
Autor: Maria José Cândido (artesã)
Descrição física:

Máscara modelada em barro

Dimensões:24cm (altura) x 19,5 (largura)
Local de produção:Juazeiro do Norte, Ceará, Nordeste

arte



MF-01141 - Forró

OB-00436 - Forró
Autor: José Celestino (artesão)
Descrição física:Escultura em madeira (imburana)

mais artesanato



MF-01139 - Elefante

OB-00435 - Elefante
Autor: João Cosmo Félix (artesão)
Descrição física:

Escultura de elefante em madeira

Dimensões:40cm x 40cm
Local de produção:Juazeiro do Norte, Ceará, Nordeste

artesanato



MF-01136 - Pedintes

OB-00432 - Pedintes
Autor: Cícera Maria de Araújo (artesã)
Descrição física:

Conjunto de cinco peças modeladas em barro

Dimensões:Variáveis de 13,4cm a 16cm (altura) sobre bases de, aproximadamente, 5cm (largura) x 6,5 (compriment
Local de produção:Juazeiro do Norte, Ceará, Nordeste
Comercialização:"Dona Ciça do Barro Cru costuma vender na feira do Crato, onde já é conhecida e procurada pelos turistas. Para estes, cjuas preferências a artista conhece, são confeccionados colares e pulseiras de barro, além das peças figurativas tradicionais apreciadas também pela populaçãolocal que, no entanto, nem sempre pode adquirí-las. São reisados, lapinhas, casais de noivos, ladrões de galinha, lavradores, gestantes, etc.. Alguns dos seus bichos de barro são cobertos com penas naturais"

Camisas personalizadas pra que tem paixão pelo Crato

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CHÁ DE FLOR MULTICOISAS

CHÁ DE FLOR MULTICOISAS

CHÁ DE FLOR

O Chá de Flor foi “multiespaço” e agora é “multicoisas”.
Explicamos: em 2008 fomos restaurante, bar, música, loja de roupas e etc...enfim um “multiespaço” no centro histórico de Ouro Preto em Minas Gerais.
O vento soprou forte e em 2009 nos trouxe para o Crato – CE e agora somos o Chá de Flor “multicoisas”. Criamos e confeccionamos pequenos objetos priorizando o design consciente, utilizando técnicas como a reutilização de resíduos descartados pela indústria.

Aceitamos encomendas e enviamos para todo o Brasil e outros países.

Entre em contato também pelo email: chadeflor@gmail.com

cachaças regionais, xá de flor,cambuí, genipapada, produzidas por Samuel

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